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Fora Piñera!
Continuação das manifestações mantém o governo do Chile em xeque
Manifestações no Chile continuam a causar fortes abalos na economia e regime político do país. O povo exige: fora Piñera!
chile11 (1)
Fora Piñera!
Continuação das manifestações mantém o governo do Chile em xeque
Manifestações no Chile continuam a causar fortes abalos na economia e regime político do país. O povo exige: fora Piñera!
Manifestações no Chile prolongam-se por mais um mês.
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Manifestações no Chile prolongam-se por mais um mês.

Iniciados durante o mês de outubro de 2019 e mantidos firmemente até agora, as grandes mobilizações populares no Chile vem causando um forte abalo político e econômico ao país latino-americano.

Inicialmente com alguma perspectiva de crescimento econômico, sobretudo relacionado a atividade mineira, o Banco Central chileno teve que mudar suas previsões e indica uma forte queda no PIB.

Anteriormente colocado como 2,5%, o PIB agora encontra-se na margem dos 1,2%, o pior resultado nos últimos 10 anos, em um país com fortes ligações econômicas estrangeiras, e com uma destaca produção de cobre.

A forte alteração na economia chilena está diretamente ligada aos fortes protestos da população contra o governo direitista e ditatorial de Sebastián Piñera, presidente que vem promovendo uma série de ataques contra os direitos dos trabalhadores e da juventude, em um desgaste social que aprofunda-se há anos no país.

Os protestos que começaram em outubro, mesmo com uma diminuição de tamanho, continuam se mantendo firmes, ocorrendo ao menos uma vez por semana, marcados pelo forte confronto com os órgãos de repressão do Estado, que já assassinaram dezenas de pessoas, entre jovens e trabalhadores, que estão lutando por seus direitos.

O massacre contra o povo vem sendo denunciado por toda parte, Piñera já cometeu uma série de crimes contra a população, envolvendo uma fortíssima repressão nos atos e a perseguição política dos manifestantes.

Contudo, com a forte pressão popular, Piñera foi obrigado a começar a recuar, anunciando inicialmente uma constituição, completamente rejeitada pelos manifestantes. Agora, o governo tenta a todo custo recriar do zero uma nova carta constitucional, algo que não ocorre desde a ditadura de Pinochet, onde a constituição atual foi criada.

Até hoje várias mudanças foram feitas desde a queda da ditadura, porém a constituição permanece a mesma, e neste caso, sua recriação representaria um feito histórico, mas que como mesmo dizem os manifestantes, fica longe de resolver os reais problemas do país, até porque será controlada pelos “pinochetistas” atuais.

A manifestação radicalizada começou a ganhar diversos aspectos não só por profundas reformas sociais e direitos democráticos como uma rejeição ao próprio capitalismo, algo visto em parte expressiva dos manifestantes.

Caso uma nova constituição seja realmente feita, ela só poderá ser homologada no fim de 2021, após passar por todos os trâmites legais e as novas eleições. Contudo, tendo em vista a situação do país, todo este tempo pode representar uma falência ainda maior do governo.

Os manifestantes não querem sair das ruas até terem todas suas reivindicações garantidas, que entre elas está sobretudo o Fora Piñera, exigindo assim a derrubada do governo direitista, causador das mazelas sociais no país.

A vontade popular expressa-se de maneira clara nos atos, onde os manifestantes, mesmo com os recuos e concessões do governo, decidiram por se manterem lutando em grandes protestos a todo momento.

A crise que continua no Chile é a crise que atinge todo o continente. O povo massacrado vem se revoltando contra os governos golpistas e ditatoriais, por isso, a esquerda e todos as organizações populares devem levar a frente os desejos dos manifestantes, e organizar a campanha pelo Fora Piñera, atacando o cerne do governo direitista e do imperialismo no país.