Pandemia no futebol
Altos números de contágio no esporte indica a grande testagem que não acontece com a população em geral.
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Ilustração do Covid no futebol. | Foto: Reprodução.

Como temos noticiado insistentemente neste Diário, a pressão pelo retorno das grandes competições esportivas atende apenas aos interesses dos capitalistas que lucram com o setor esportivo. Toda a retórica sobre “protocolos de segurança” não passou de uma cortina de fumaça para encobrir que a vida dos atletas e demais profissionais não tem a mínima importância para esses parasitas econômicos.

O aumento do número de infecções por coronavírus no país atingiu também o futebol com dezenas de jogadores e técnicos afastados pela contaminação pelo vírus. Na semana passada, o Santos Futebol Clube informou publicamente que registrava mais 13 casos de covid-19 entre os profissionais do futebol masculino, totalizando 20 profissionais infectados, 10 jogadores e 10 outros profissionais, incluindo o treinador Cuca. Seu irmão auxiliar-técnico Cuquinha também testou positivo. Na equipe feminina, foram 20 contaminações.

O Palmeiras na segunda confirmou mais casos de covid-19, depois da bateria de testes que realizou com o elenco, e agora tem 15 atletas fora para o jogo de hoje contra o Ceará, pela volta das quartas de final da Copa do Brasil. Além disso, dois funcionários também foram infectados — o assessor técnico Edu Dracena, e o auxiliar técnico português João Martins.

Nos Campeonatos Brasileiros sub-17 e sub-20, os casos sobem dia após dia. Em monitoramento realizado pelo Ministério Público do Trabalho foram constatados 107 casos de COVID-19 em poucas rodadas de campeonato. Sendo 23 casos positivos de atletas no Brasileiro sub-17 – da segunda à nona rodada – e 84 no Brasileiro sub-20 – da primeira à nona rodada. Além de seis jovens atletas na seleção brasileira sub-17.

O que é mais interessante disso é que numa amostra pequena de pessoas que são os jogadores, o índice de contaminação é alto. Isso porque como são feitos testes regulares, dá para saber. Mas isso mostra que na população em geral o índice é muito parecido mas ninguém fica sabendo da contaminação.

Além do risco imediato dos efeitos da infecção aos profissionais, como efeitos colaterais e nos casos extremos a morte, é preciso ter em mente que esses surtos não se restringem a eles. Ou seja, seus familiares e os profissionais de outros setores econômicos mobilizados pelos jogos e treinos também podem estar sendo infectados, apesar desses casos não serem expostos na mídia burguesa.

Finalmente, a grande verdade aqui é que a grande testagem não se trata de nenhuma preocupação com a saúde de ninguém, e sim com a questão do dinheiro, com o lucro dos jogos, os contratos de transmissão, os lucros com os patrocínios, etc. Ninguém está preocupado com as pessoas, não testam para isso e sim para que o campeonato continue mesmo com a pandemia rumando as 200 mil mortes no país.

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