Consequências do golpe na categoria bancária: demissão em massa

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Em apenas três meses, de janeiro a março de 2018, os banqueiros colocaram no olho da rua 2.226 trabalhadores bancários. Com o golpe de Estado, os banqueiros se sentiram bem mais à vontade para implementar a política de ataques à categoria bancária e toda a população.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que revela qual a política dos banqueiros para os trabalhadores bancários no próximo período. Já no ano passado foram fechadas mais de mil agências em todo o país, prejudicando não só os bancários com demissões, descomissionamentos, transferências compulsórias de funcionários, mas também a população que sofre com a demora no atendimento, devido à falta de pessoal, deslocamento para outras cidades vizinhas pelo motivo de fechamento de agências e postos de serviço, etc., naquele período os números de demissões são impressionantes chegando perto de 18 mil.

O número de demissões já no primeiro trimestre deste ano deixa clara a política dos banqueiros de aumentar o aprofundamento dos ataques a categoria. É necessário deixar bem claro que foram justamente essas máfias bancárias que controlam a economia mundial e nacional que impulsionaram o golpe de Estado no Brasil, com o objetivo de promover uma espoliação sem limites da classe trabalhadora e de toda a riqueza nacional, para alimentar o parasitismo de um sistema que não consegue mais produzir nem para alimentar a sua força de trabalho. O golpe da direita no País é consequência da gigantesca crise econômica do capitalismo, diante da qual os banqueiros e outros tubarões capitalistas querem descarregar todo o prejuízo com a crise nas costas da classe

Somente a luta dos trabalhadores poderá barrar a ofensiva dos banqueiros contra os trabalhadores bancários. As organizações dos trabalhadores devem chamar a organizar uma luta feroz contra a política da direita golpista e barrar o golpe de estado e derrubar todas as medidas executadas pelo governo golpista de Michel Temer de liquidação dos direitos e conquistas da classe trabalhadora.