O terror da inflação
Em matéria para o Estadão, o ex-presidente direitista FHC expressa a preocupação da burguesia com o descontrole do governo Bolsonaro e o perigo da inflação
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Dois presidentes inimigos do povo: FHC, o príncipe da privataria (a direita) e o fascista Bolsonaro | Foto: Reprodução

Por ser uma classe possuidora e dominante, a burguesia tem um radar muito preciso para o descontentamento popular. Por este motivo, o mais recente artigo ao jornal Estado de São Paulo do ex-presidente neoliberal Fernando Henrique Cardoso (PSDB), um dos homens mais influentes nos setores burgueses da política nacional é muito reveladora: a burguesia teme que o Brasil entre numa crise ainda maior.

No artigo, FHC destaca alguns elementos da crise: o aumento do dólar, que chegou recentemente a quase seis reais e as sucessivas quedas nas bolsas de valores. FHC chega a cobrar do governo Bolsonaro uma austeridade ainda maior, como forma de controlar a perigosíssima inflação. Como sabemos, o corte de gastos públicos, principalmente no que diz respeito aos gastos com a população é invariavelmente a política neoliberal para conter a crise.

Entretanto, não se trata aqui de qual seria a melhor forma de lidar com a crise econômica que os governos golpistas de Temer e Bolsonaro meteram o país, afinal, tanto a política neoliberal defendida por FHC quanto a resistência de Bolsonaro de aplicar a ferro e fogo esta política, de qualquer modo conduzem o país a uma profunda crise econômica e social. O mais importante é que o artigo de FHC sinaliza uma preocupação da própria burguesia que a crise no país se aprofunde.

Uma outra matéria do jornal Estado de São Paulo, publicada no sítio do UOL mostra o problema da inflação em maiores detalhes. A explosão no preço dos alimentos, tendo o arroz como o seu representante mais destacado e o corte pela metade no auxílio emergencial estão tendo um impacto gigantesco, principalmente no setor mais pobre da população. A forte queda nas vendas dos supermercados é um indício fortíssimo da crise. Não se trata da venda de roupas e acessórios de segunda necessidade, a queda nas vendas dos supermercados mostra a profundidade da crise.

Uma crise inflacionária, ainda mais em um contexto de amplo desemprego, de recessão econômica e de uma profunda crise gerada pela pandemia tende a empurrar os trabalhadores para uma mobilização duríssima. Afinal, trata-se de uma luta pela sobrevivência. A última crise inflacionária no país levou a gigantescas mobilizações populares, de onde surgiram a CUT, o PT e o movimento que finalmente derrubou a ditadura militar, e que só foi realmente estabilizada com o plano real no governo Itamar.

No início de seu artigo, FHC se pergunta se a situação do país estaria piorando pouco a pouco. O príncipe da sociologia, ou melhor, da privataria tucana, não chega a fazer uma afirmação clara. Entretanto, o recado é claro: trata-se do silêncio que precede a tempestade. Por isto, é necessário que os setores mais conscientes da classe operária e do movimento popular se preparem e se mobilizem pela derrubada do governo Bolsonaro, e como forma de preparo para a gigantesca crise que se avizinha.

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