Luta pela terra
Moradores do Monte Castelo ameaçados por desocupação forçada em 34 famílias se organizaram e formaram o conselho popular para lutar por seus direitos.
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Luta pela terra | Foto: Reprodução

No município de Viamão (RS), cerca de 130 moradores do Residencial Castelo, bairro Santa Isabel, continuam ameaçados de despejo. Por motivo de uma decisão judicial de reintegração de posse, emitida em 20 de maio deste ano em favor da proprietária do terreno, as famílias tinham até 90 dias para sair do local.

A ordem de despejo das 34 famílias foi suspensa pela justiça no fim de julho, mas isso não resolveu problema fundamental: a garantia de compra do terreno pelos moradores, afinal de contas, boa parte não possui o dinheiro para o pagamento de seus lotes.

Os que não tem condições de pagar não devem ceder seus terrenos, pois isso seria colocar na rua crianças, moradores com necessidades especiais, desempregados e grupos de risco em situação ainda de maior vulnerabilidade durante a pandemia do coronavírus.

Organizar o povo

Para impedir que uma reintegração de posse aconteça, as organizações de luta pela pela terra, os movimentos populares e os partidos de esquerda devem se organizar junto à população para resistir e impedir que se consume qualquer ordem judicial.

No contexto da pandemia do Covid-19, o que se visualiza é uma ofensiva da burguesia e do Estado capitalista em favor da garantia de seus interesses de classe, mesmo que isso signifique uma sentença de morte para amplas parcelas da população pobre e que não têm recursos para se proteger da doença.

O conselho Popular Monte Castelo

A iniciativa de criar o conselho popular dos moradores foi natural. A população de várias comunidades no Brasil está preparada para enfrentar a situação de ataques dentro da pandemia. Assim sendo, é claro que as coisas ficam mais fáceis com uma orientação dos partidos de esquerda, das organizações sindicais, sobre o que fazer.

Muitas iniciativas apesar do esforço acabam por cair numa posição meramente assistencial. Para o Partido da Causa Operária, a ideia do conselho popular é logicamente para atender as necessidades imediatas do povo, mas sobretudo organizar as pessoas para exigir e conquistar as questões que são fundamentais para suas comunidades.

Os moradores mais interessados, ativos já estão participando semanalmente das reuniões, estabelecendo um levantamento preciso da situação. Neste sentido, é necessário que a mobilização aumente entre os moradores para que sejam atendidas todas as necessidades básicas e acima de tudo impedir a reintegração de posse.

Campanha de denúncias

O conselho popular já está iniciando sua campanha de denuncias, com moradores, populares, e qualquer pessoa que estiver interessada em mandar seu vídeo denunciando a situação da desocupação fascista.

É preciso frisar que não devemos crer na justiça, a exemplos de casos recentes como MG, em que foi feita a desocupação forçada, acima de tudo é uma questão de força de mobilização.

A situação ainda está favorável para os moradores, pois houve um recuo momentâneo, mas devemos aproveitar o momento para investir no crescimento da organização através do conselho.

Participe da campanha de denúncias mandando seu vídeo para 51-98446 6671.

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