Conquista do golpe e dos coxinhas: 64 mil empresas fechadas e 2 milhões de demitidos

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A contabilidade dos estragos do Golpe de 2016 na economia ainda está por vir. Até o momento o País perdeu 2,1 milhões de empregos e 64 mil empresas, segundo o IBGE; número de empresários foi reduzido de 93 mil.

Sobre o antes e o agora, podemos afirmar que em 2016, as 5,1 milhões de empresas e outras organizações ativas no país tinham 5,5 milhões de unidades locais e ocuparam 51,4 milhões de pessoas, das quais 44,5 milhões assalariadas, que receberam R$ 1,6 trilhão em salários e outras remunerações.

A informação foi dada hoje pelo IBGE. O ano de 2016 coincide com o fim do segundo governo de Dilma Rousseff, em meio à forte crise econômica e ao processo de impeachment pelo Congresso, que a afastou do cargo em abril e a destituiu em agosto do mesmo ano através de um Golpe de Estado que cassou 54,5 milhões de votos.

O início da contabilidade do apocalipse nacional revela que o pessoal ocupado nessas empresas e outras organizações caiu 4,0% (menos 2,1 milhões de pessoas) entre 2015 e 2016, a segunda queda seguida na série iniciada em 2007. Esse resultado foi puxado pelo recuo de 4,4% no pessoal assalariado (menos 2,0 milhões de pessoas), que também caiu pela segunda vez.

A situação agravada com o número de queda no total de salários e outras remunerações (-3,0%) e uma redução de 64,3 mil empresas e outras organizações (-1,3%). Entre as variáveis analisadas, a única alta foi no salário médio mensal, que subiu 0,7% em termos reais.

A crise é ainda maior no comércio, onde reparação de veículos automotores e motocicletas concentrou 42,6% das empresas e outras organizações, 27,5% do pessoal assalariado e 20,4% dos salários e outras remunerações. Os serviços (exceto educação e saúde) concentraram 34,3% das entidades, 34,4% do pessoal assalariado e 36,1% dos salários e outras remunerações.

Sobre os salários, é necessário anotar que na passagem de 2015 para 2016, o salário médio mensal registrou um aumento de 0,7%, já descontada a inflação, passando de R$ 2.643,56 para R$ 2.661,18 no período.

Nesse sentido, considerando a massa de salários e outras remunerações, houve redução de 3,0%. As entidades empresariais pagaram 62,1% da massa de rendimentos em 2016, mas tinham os salários médios mensais mais baixos, R$ 2.327,57. Os órgãos da administração pública possuíam os salários médios mensais mais elevados, R$ 3.779,43, seguidos das entidades sem fins lucrativos, com R$ 2.535,75.

Na proa das desgraças aí descritas estão golpistas, patos amarelos e coxinhas. O golpe só está em sua primeira fase. A destruição completa das organizações dos trabalhadores, o aniquilamento do parque industrial, a completa falência do Estado com demissões de funcionários com estabilidade e demais destroços estão nos planos dessa gente.

Os ativistas da classe operária e das lutas populares não podem perder a oportunidade da conferência aberta de luta contra o golpe, que ocorrerá nos dias 21 e 22 na quadra dos bancários em São Paulo. Os Comitês de luta de todo o país e inclusive do estrangeiro; sindicatos; movimentos e personalidades como Gleisi Hoffmann e José Rainha estão apoiando a iniciativa e estarão presentes devem participar para criarmos uma grande mobilização contra o golpe, pela liberdade de Lula e unificar todos os movimentos para derrotar esse golpe!