Entrevista
Candidatura feminina e de luta no ABC Paulista
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Clenilza Panato em campanha na cidade de Santo André | Caio Túlio

Dando sequência a nossa série de entrevistas com os candidatos do PCO, conheceremos hoje um pouco da Clenilza Panato, ela que é candidata a vereadora pela causa operária em Santo André, no ABC, região metropolitana da grande São Paulo, para falarmos um pouco da história de vida e militância, e sobre o andamento e recepção da campanha revolucionária do PCO em Santo André.

DCO: Boa tarde Clenilza, conta um pouco da sua trajetória de vida, trabalho, militância.

CLENILZA: Boa tarde, eu tenho uma afinidade com a causa operária de longa data, conheci uma militante da causa ainda no fim da década de 80, Aurea Caproni. E de lá para cá não estive PCO mas sempre tive afinidade com o partido, sofri grande influência, trabalhamos juntas no judiciário na época, fundamos lá um sindicato, o Singesp e muitas lutas e greves foram travadas. Na última greve fizemos acampamento em frente ao palácio da justiça e ocupação no Fórum João Mendes, foram no geral greves longas, de bastante penúria, fizemos muitas tentativas de desmistificar a aura do poder judiário e acabar com a violência e a truculência com os funcionários

DCO: Então você tem um histórico no Judiciário né?

CLENILZA: Sim, sou funcionária aposentada do poder udiciário, trabalhei trinta anos no poder judiciário e hoje estou aposentada. Fiz todas as greves em toda minha carreira.

DCO: E como foi ser uma militante de esquerda dentro do poder judiciário brasileiro, sendo esse uma estrutura em defesa dos direitos da classe burguesa e que no último período foi um braço ativo do golpe de Estado que vem destruindo o Brasil? É muito difícil? Existem muitas perseguições?

CLENILZA: Eu era mal vista, não recebia apoio de modo geral, mas os juízes e a chefia acabava tendo respeito por mim pois eu deixava clara minha posição já que não estava lá pedindo favores e sim trabalhando e sempre cobrei respeito, costumava oferecer tratamento igual ao que recebia, já fui chamada de petulante, estive em mesas de negociação, com presidentes de tribunal, associação, reivindicando decisões em assembleias de funcionários. Houve ocasião em que fui ameaçada com prisão por desacato por exigir representação igual nessas mesas. Foram grandes enfrentamentos e aprendizados.

DCO: Muito enfrentamento.

CLENILZA: Muito, no fórum de Santo André fui muito perseguida e sempre vigiada, sempre tive que trabalhar muito devido a isso. A vigilância era grande, já houve vezes que o pessoal do cartório não me encontrava já que trabalhava para cinco juízes, ficava muito em circulação, porém o pessoal da segurança sempre sabia onde eu estava, ainda mais em época de campanha.

DCO: Você mencionou que esta aposentada já. Mas ainda exerce atuação militante junto aos funcionários?

CLENILZA: Sim, inclusive encontrei na campanha duas funcionárias, passei uns panfletos da campanha para que distribuíssem no forúm a quem é simpático a essa política, e já disseram que farão campanha para o PCO lá. É comum que durante as greves a política de esquerda aproxime as pessoas.

DCO: Clenilza, a quanto tempo você atua no PCO? Como foi seu ingresso no partido?

CLENILZA: Eu era militante da LPM (Liga Proletária Marxista), éramos um grupo pequeno de discussões e fazíamos estudos, uma militância pequena e não conseguíamos nos desenvolver, era importante pelo fato de fazermos formação teórica, então decidimos em várias discussões entrar na casa operária. Eu tive receio de assumir uma militância maior nessa altura do campeonato mas depois eu percebi pela situação política que não temos muito escolha. Minha vida não faz sentido sem um trabalho pela revolução e hoje tenho muito orgulho de estar na causa operária. A militância faz a vida ter sentido. Acredito que teremos uma grande votação em Santo André, não por minha causa especificamente, mas pela política que nós temos apresentado nos últimos anos. É a política do partido que faz com que ele cresça e evolua.

DCO: Pegando um gancho nessa colocação que você fez a respeito da campanha. Como tem sido a aceitação da população de Santo André as propostas do PCO, em cima de um programa de mobilização e não promessas de campanha vazias e administração da máquina pública?

CLENILZA: Muito boa, quando como agora temos tempo de conversar sobre nossas propostas é positivo, as pessoas compreendem e passam a ter uma outra visão sobre a questão política e outra concepção sobre o que são as eleições e quais são as reais necessidades dos trabalhadores, e para isso existe muito simpatia. Criei um grupo dos aposentados do judiciário inclusive que tivemos que migrar do whastsap para o telegram devido ao grande número de participantes, um grupo do pessoas do judiciário, extremamente legalistas, mas devido as discussões estamos avançando no debate do papel do parlamento e os métodos que devemos adotar,  como passeatas, assembleias reuniões presenciais, são atitudes diferentes já. Um grupo que estamos tentando organizar e dirigir, então são coisas diferentes que propomos, esse é nosso objetivo, direcionar para a mobilização, estamos atualmente com 197 pessoas no grupo.

DCO: Uma boa base para discutir a política de mobilização

CLENILZA: Sim, as pessoas perguntam também em quem votar, tanto de Santo André como pessoas de outras cidades, Campinas, São Paulo, Mauá, é muito engraçado que você vira referência devido a política que representa. Tem sido ótimo.

DCO: Estamos na reta final da campanha, você gostaria de deixar a agenda de campanha de Santo André para quem está vendo a entrevista se some a vocês?

CLENILZA: Na verdade estamos finalizando as atividades na cidade, amanhã faremos panfletagem em Mauá e Santo André e uma atividade social para finalizar a campanha. A experiência foi boa e da grande divulgação que fizemos esperamos colher frutos. Que é a expansão do PCO e a mobilização popular.

DCO: Clenilza, agradecemos muito pela participação e por conceder um pouco do seu tempo para falar com o DCO.

CLENILZA: Eu que agradeço, obrigada gente.

 

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