Congresso do PT começa em meio a disputa intensa dentro do partido

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Na sexta-feira (19), iniciou-se o 7º Congresso do Partido dos Trabalhadores (PT). O Congresso passará por várias etapas, municipais, estaduais, regionais, etc., até chegar na etapa nacional entre os dias 22 e 24 de Novembro.

Ele ocorre em meio a uma intensa luta entre as diversas alas do partido. Não há um consenso sobre as estratégias políticas e situação dentro do partido. A ala lulista está contradição com a ala direita, que é uma ala parlamentar representada por Haddad, senadores e governadores – como Humberto Costa (PE), Rui Costa (BA), Camilo Santana (CE), Jacques Wagner (BA), Tarso Genro (RS) etc. – que busca uma política de aliança com o “centrinho” (PSB, PSDB, PDT, REDE, etc.) para não combater de fato o governo Bolsonaro.

Isso ficou claro durante as eleições, quando este setor procurou abrir mão da candidatura de Lula, que polarizava as eleições uma vez que enfrentava a decisão arbitrária dos golpistas de impedi-lo de se candidatar, para apoiar um plano B. Setores, principalmente do Nordeste, cogitaram apoio a Ciro Gomes, e até mesmo Boulos.

A proposta da ala direita é se manter em aliança com setores da burguesia golpista, inclusive que aprovaram a reforma da previdência, por objetivos eleitorais. Uma política totalmente oportunista, que pretende “desgastar” e “resistir”, manter Bolsonaro “na linha”, isto é reformar o governo do fascista, para que este não tenha ascenso eleitoral nas eleições de 2020 e 2022. Uma mera luta por cargos, que desconsidera o avanço do fascismo no país e o desenvolvimento da ditadura golpista.

Não combater o golpe é a proposta da ala direita. A ala lulista se mantém acuada por conta da outra ala para não realizar a campanha pela liberdade de Lula, fundamental para derrotar o golpe de Estado. O que a ala direita quer é um acordo com o “centrinho”, o centrão e o próprio governo Bolsonaro. Uma política suicida que pode levar à derrotas significativas das organizações operárias e populares. Que facilitará o avanço da ditadura existente, acarretando inclusive na morte de militantes de esquerda pela extrema-direita.