VÍDEO: Conferência Eleitoral do PCO aprova, “ou Lula, ou nada! Não tem plano B!”

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Da redação – O Presidente Nacional do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, declarou neste domingo, 5, na 28ª Conferência Eleitoral Estadual do partido que aconteceu no Centro Cultural Benjamin Péret, na capital de São Paulo, o apoio incondicional à candidatura de Lula (PT) à Presidência da República.

Leia e assista a declaração do companheiro Rui para entenda melhor a luta do PCO pela liberdade de Lula, preso político da Lava Jato, sendo um reflexo do avanço golpista que derrubou a presidenta Dilma Rousseff (PT).

Algumas afirmações importantes de Rui Costa Pimenta sobre as eleições em regime de golpe:

Logicamente, diante dessa situação de crise um dos aspectos centrais, ou melhor, o aspecto central da nossa campanha eleitoral, vai ser justamente a luta contra o golpe, esse problema relativo à candidatura do Lula e a prisão do ex-presidente. Nós temos que ter claro isso aqui.

Nós não vamos para as eleições, e eu gostaria de condenar aqui de maneira muito firme o que a maior parte da esquerda está fazendo, que é enganar o povo apresentando programas de governo, no melhor estilo dos candidatos de caricatura: ‘votem em mim que o sertão vai virar mar’. Isso ai é tudo uma demagogia e uma tentativa de enganar o povo.

O que nós temos que dizer pra população é a verdade: nós estamos atravessando uma situação de grave crise nacional, no centro dessa crise encontra-se o golpe de estado, e sem a luta contra o golpe, a tentativa de apresentar reformas sociais e políticas, ignorando a existência do golpe, é o pior tipo de demagogia que tem e essa é a política que a maior parte dos candidatos está apresentando. É uma coisa vergonhosa. Particularmente os candidatos de esquerda, como os candidatos do PSOL e do PCdoB.

Nós não vamos pra eleição pra fazer isso aí. Nós vamos pra eleição mostrando pra população as condições sob as quais é possível progredir, vencer, no que diz respeito aos interesses da classe trabalhadora. […] Nós não vamos para as eleições pra apresentar algum projeto mirabolante. Nós vamos dizer que nada do que a população almeja pode ser realizado sem a derrota do golpe, do imperialismo. Nós vamos dizer que antes de fazer projetos é preciso sair da defensiva, é preciso sair de uma situação de virtual ditadura que estamos vivendo para avançar no sentido de conquistar alguma coisa. Esse é um aspecto central e fundamental da nossa campanha eleitoral.

[…]

Seria bom nós esclarecermos o caráter do nosso apoio ao companheiro Lula que está preso.

Por que nós decidimos não lançar candidato próprio do PCO às eleições presidenciais e apoiar o ex-presidente da república?

Nós consideramos que o ex-presidente, independentemente do programa que ele defende – apesar de nós considerarmos que mesmo tendo críticas ao programa que o PT leva para as eleições -, esse é o programa, -com excessão do PCO – mais à esquerda de longe, independentemente das alianças do PT com partidos burgueses -que nós condenamos de maneira explícita, nesse momento o ex-presidente é o ponto de aglutinação das forças populares que lutam contra o golpe. A população vê na figura dele o caminho para se unificar e enfrentar o golpe. A candidatura dele não é uma candidatura de quem quer uma ou outra reforma. É a candidatura de todos aqueles que condenam o golpe de Estado.

Quer dizer, a candidatura Lula é a grande frente única de luta contra o Golpe de Estado.

[…]

Nosso apoio é incondicional, no entanto, ele é um apoio crítico. E por que um apoio crítico? Porque nós temos o nosso próprio programa, nós não estamos pedindo que o Lula mude o programa dele.

[…]

É um programa de luta que realmente interessa ao povo. Em primeiríssimo lugar, nós estamos apoiando o governo do Lula com a palavra de ordem: ‘por um governo dos trabalhadores‘. Nós não queremos nenhum governo burguês, e nós vamos lutar para que os trabalhadores conquistem um governo próprio, sem esses golpistas. […] O que nós precisamos é um governo que seja formado pelos partidos ligados ao movimento operário, pelas organizações operárias, dos trabalhadores do campo e pelos movimentos sociais e tudo mais. É esse tipo de governo que nós defendemos.

Nosso apoio é incondicional, mas é critico. Não vamos passar a curtíssima campanha eleitoral criticando Lula, mas nós vamos à campanha levando nosso próprio programa. É a mesma política que levamos adiante em 1989, 1994 e 1998, quando apoiamos a candidatura do Lula. O apoio agora é mais importante porque o companheiro Lula está preso, então é um apoio de solidariedade acima de tudo.

E pela  primeira vez na história recente do brasil, o candidato mais popular do país, que mais tem votos, que ganhou as eleições duas vezes em nome próprio, e ajudou duas vezes a eleger Dilma Rousseff (PT), está apoiado por um único partido de esquerda, revolucionário, que é o PCO. E isso diz muito sobre a situação política brasileira, e mostra o tamanho e a envergadura da polarização política que estamos vivendo.

Assista a importante fala do presidente do PCO e compartilhe:

Deixamos claro em nosso programa eleitoral, para todos os trabalhadores compreenderem, que a candidatura de Lula expressa a luta contra o golpe, e assim, devemos organizar uma manifestação gigantesca dia 15 de agosto em Brasília com a finalidade de derrotar o golpismo imperialista em nosso país e libertar Lula. Não há plano B, pois a Lava Jato prendeu o ex-presidente exatamente por expressar os anseios da classe trabalhadora e que a burguesia internacional imperialista está derrubando em diversos país como fez aqui com o PT.