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Aos que defendem que as arbitrariedades da Lava Jato não iriam atingir o resto da população brasileira, é bom pensar de novo. Um servidor da Assembleia Legislativa do Mato Grosso foi alvo de uma condução coercitiva, após pedido dos próprios parlamentares.

Valdecir Cardoso, a vítima, teria sido responsável por instalar uma câmera que flagrou o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) recebendo dinheiro em uma negociação suspeita. O servidor estava viajando com a família, portanto justificou que não poderia dar seu depoimento à CPI que foi instalada. Mas, ainda assim, ele foi alvo deste pedido de condução coercitiva.

Já está mais do que claro que todas as arbitrariedades cometidas pela operação golpista Lava Jato já estão sendo usadas para perseguir diversos setores da sociedade civil. Todos os absurdos, que são cometidos com grande aplauso da imprensa direitista, servirão como justificativa para qualquer absurdo que der na telha da burguesia. Já vivemos sob uma “ditadura de toga” e, se deixarmos, essa situação irá se agravar ainda mais com a prisão de Luis Inácio Lula da Silva.

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