Condenado pelo “crime” de organizar o “baile da gaiola”: DJ Rennan da Penha é mais uma vítima da direita que manda no Judiciário

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Rennan da Silva Santos, ou DJ Rennan da Penha, é conhecido por idealizar o maior baile funk do Rio de Janeiro, o “Baile da Gaiola”. O homem de 25 anos teve sua prisão decretada no último dia 15 por “associação para o tráfico”, ele foi inocentado em primeira instância porém condenado na segunda: “Tecnicamente, essa prisão é absurda. O entendimento é no sentido de possibilitar a prisão após confirmação de uma sentença em segunda instância. Mas o Rennan foi absolvido em primeira instância e condenado em segunda, então não cabe a prisão dele”, defendeu o advogado do DJ, Nilsonmaro.

As provas contra Rennan são baseadas em testemunhos, a única que sai um pouco do padrão é o relato de um delegado da Polícia Civil que testemunhou que constavam nos autos “fotos do DJ ostentando armas de grosso calibre”.

“O adolescente disse que Rennan ‘é conhecido como DJ dos bandidos, sendo responsável pela organização de bailes funks proibidos nas comunidades do Comando Vermelho, para atrair maior quantidade de pessoas e aumentar as vendas'”

De acordo com a defesa o DJ faz 15 bailes por semana, o que o dá condições de se sustentar, não tendo motivo nenhum para “atrair maior quantidade de pessoas e aumentar as vendas”. Um membro da comunidade de Rennan ainda destacou que “os baile funks nas favelas do Rio são umas das poucas opções de lazer que restaram para os moradores de comunidade na cidade” e que “não é a primeira vez que o crime de associação para o tráfico é usado para repressão política contra líderes populares e agentes comunitários, um tipo penal genérico e sem conteúdo objetivo, que permite prender por drogas sem drogas”.

“[…] destacou que sua atuação dentro da organização criminosa consistia em ‘informar a movimentação dos policiais através de redes sociais e contatos no aplicativo Whatsapp'”.

A PM é um orgão de repressão violentíssimo, relatos de moradores da favela de que “os políciais já chegam atirando, matando desde crianças até adultos e idosos” estão presentes em inúmeras notícias que relatam assassinatos pela PM. É importante ressaltar que, só no mês de janeiro, foram 160 mortos pela PM-RJ, uma média de pouco mais de 5 pessoas por dia e um aumento de 82% em relação a dezembro de 2018. Rennan foi acusado de ser “olheiro”, ou seja, de avisar quando a polícia estivesse chegando em um determinado local, mas com tanta violência é normal que as pessoas que moram na favela avisem umas as outras onde a polícia se localiza, evitando assim a morte de muitas pessoas num possível massacre.

No final, essa é mais uma perseguição da polícia fascista, Rennan da Penha, não por acaso é negro, veio da favela e organiza um baile que tem negros como seu principal público, por isso é perseguido pela repressão estatal. O governador do RJ, Wilson Witzel, junto com o fascista Bolsonaro incentivam as políticas fascistas da PM, proclamando frases como: “tem que mirar na cabecinha”, “bandido bom é bandido morto”, “vou metralhar a Rocinha”, “a PM vai ter carta branca para matar”, etc.

Por isso é importante lutar pelo “Fora Bolsonaro!” e pelo “Fora Witzel!”, pela dissolução de todas as polícias e pela criação de milícias operárias nas comunidades, pois os fascistas só tem como objetivo massacrar a população pobre e negra com o uso das forças de repressão. Fora Bolsonaro! Fora Witzel! Liberdade para Lula!