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Concentração de renda e polarização: rumo à explosão da crise social
desigualdade
Concentração de renda e polarização: rumo à explosão da crise social
desigualdade

Dados do FGV Social, índice pesquisado pela Fundação Getúlio Vargas, divulgados pelo sítio da Folha de S. Paulo destacam a degradação das condições de vida da maioria da população e o aumento da concentração de renda nos últimos anos, desde o início da campanha golpista e na vigência atual do golpe de Estado.

Segundo o estudo da FGV, “do fim de 2014 a junho deste ano, a renda per capita do trabalho dos 10% mais ricos subiu 2,5% acima da inflação; e a do 1% mais rico, 10,1%”, por sua vez, “o rendimento dos 50% mais pobres despencou 17,1%; e dos 40% “do meio” (a classe média entre os mais ricos e os mais pobres), caiu 4,2%” (Folha de S. Paulo, 19/08/19).

Com esses números, o índice de Gini (usado mundialmente para medir a desigualdade social) do Brasil chegou à marca de  0,629, no segundo trimestre desse ano, recorde da série desde 2012 (medido de 0 a 1, quanto mais perto de 1, pior a desigualdade). O País

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está em 9º lugar entre os países com maior desigualdade no mundo, tendo à sua frente – em melhores posições, com menos desigualdade – mais de 120 países, de um total de cera de 130 analisados.

  A situação explica  a polarização política que toma conta do País, opondo os trabalhadores e suas organizações, às organizações de direita que defendem os interesses do grande capital, que a direita (e setores da esquerda) quer ocultar de forma artificial ou simplesmente esmagando a esquerda e todo tipo de organização dos explorados, para que essa realidade não seja divulgada e para que não haja uma luta para mudá-la, por conta da derrota dos capitalistas e do seu regime de dominação.

Diretores do FGV, como o economista Marcelo Neri, apontaram, diante desses dados, que ainda que o PIB do Brasil crescesse a uma taxa anual de 2,5% ao ano, muito acima das previsões atuais, que apontam para um crescimento pífio de 0,8% ou mesmo para uma recessão, seriam necessários 15 anos para que se voltasse ao mesmo patamar de pobreza de antes da crise. Isso no caso de que fosse restabelecido o que ele chamou de “crescimento inclusivo”, adotado até 2014.

Tal quadro evidencia o porque a população trabalhadora não tem condições de aguardar por uma mudança na situação política pela via eleitoral, como propõe setores da esquerda burguesa e pequeno burgues,a que querem esperar pelas eleições, que não são garantia alguma de que se promova nenhuma reversão da situação atual.

Os número divulgados mostram ainda que os maiores atingidos pelo retrocesso econômico foram os mais jovens, que perderam 15% de sua renda no período todo da crise enquanto a média perdeu 2,6%  e que sofrem – entre outros – com níveis de desemprego que chegam a 35% em algumas regiões do País, índices semelhantes aos que eram vigentes no Egito em 2011, quando da explosão da situação explosiva que levou à queda da ditadura sustentada pelo imperialismo norte-americano, que vigorava no País durante 40 anos, que foi restabelecida anos depois por um novo golpe militar que derrubou o governo eleito.

A desigualdade, aumento da exploração e da repressão alimentam uma situação explosiva que só pode ser aplacada por meio da vitória de um dos pólos em disputa. Ou a classe dominante, liderada pela direita golpista, massacra e impõe uma situação de retrocesso como nunca se viu (como estamos presenciando de forma inicial) ou a classe trabalhadora e demais setores explorados se levantam e derrotam, por meio de sua luta, o regime golpista e detém a destruição de suas condições de via.

Não há caminho “pacífico” para conter a polarização no País que é um dos países mais desiguais do mundo. A política de concentração e expropriação da burguesia imperialista e seus consorciados no País, é um dos estopins de uma situação de enorme explosividade social.

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