“Conceito de universidade pública gratuita e estatal deveria deixar de existir”, afirma deputado do Partido Novo

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A política Bolsonarista e dos conservadores da “nova política” refletem em âmbitos e pilares fundamentais para a sociedade e sua formação. Novamente, a CPI das universidades públicas que possivelmente será legitimada pela Assembléia Legislativa de São Paulo trás a proposta de cobrança de mensalidade entre as universidades públicas diminuindo a injeção do Estado no que se refere a questão de participação orçamentaria. Um erro grave, pois todos os estudos internacionais e dados a cerca do tema apontam que qualquer universidade não se mantém somente a base de mensalidade dos alunos.
Um apoiador dessa ideia é Daniel José, do golpista Partido NOVO e vice-presidente da Comissão de Educação da Casa. Segundo ele: “O conceito de universidade pública gratuita e estatal deveria deixar de existir.” Típico de um partido apoiado pela burguesia e que talvez, junto com a política Bolsonarista, seja a pior forma possível de se governar um país. Aquela velha história de peneira acadêmica: limitar ao máximo o acesso de pessoas de classes subalternas a ingressar na universidade para manter seus privilégios, inclusive no âmbito acadêmico.
Vahan Agopyan, reitor da USP comentou sobre dados e pesquisas feitas na própria universidade na qual mostra que as mensalidades dos estudantes não chega a cobrir 8% do orçamento. “Uma universidade de pesquisa é cara.” No Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, as mensalidades cobrem só 10% do custo da instituição. É comprovadamente inviável para a manutenção e o funcionamento de forma plena de uma universidade pública o dinheiro oriundo de taxas mensais e sem a participação do Estado, que como Estado em si tem o dever e a obrigação de garantir e zelar pelo campo acadêmico gratuito.
Não é de se surpreender no que se diz respeito a Educação como um todo. Em tempos de terra planagem, com Ministros do MEC batendo palmas para uma fictícia “revolução de 1964”, censura de conteúdos e possíveis “professores doutrinadores”, propostas como extinção de universidades públicas surgem. Partidos como o NOVO e outros geridos por burgueses e ricaços veem o Brasil como um grande jogo de Banco Imobiliário estão na corrida para a perpetuação de uma sociedade cada vez mais desigual. E quem sofre com isso? A maioria da nossa população que já é atacada em todos os aspectos e um dos mais afetados é a Educação.