PT do Rio Grande do Norte
Debatemos aqui o comunicado emitido pela executiva do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte onde sabotam ato contra Bolsonaro e a extrema direita nas ruas
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Bloqueio 2
Manifestantes impedem ato dos fascistas no Paraná | Imagem: arquivo DCO.

Neste sábado (30/05), militantes da esquerda que participam do Comitê de Luta Contra o Golpe de Natal, formado por militantes do PCO, PT e de ativistas sem filiação partidária, organizaram um ato pelo Fora Bolsonaro e contra a tentativa da direita de atacar a governadora petista do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

O ato foi convocado seguindo a onda de manifestações que estão se espalhando pelas ruas do País pelo Fora Bolsonaro e contra o avanço da extrema direita fascista em todo o País pedindo uma intervenção militar.

Uma excelente iniciativa para tirar a esquerda da paralisia total que permitiu o avanço da extrema direita nas ruas e está dando fôlego à política genocida de Jair Bolsonaro e todos os golpistas. Mas diante da iniciativa, a executiva estadual do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte rapidamente emitiu um comunicado a todos os filiados e militantes do partido que não havia convocado nenhum ato de rua ou protesto pois teria um “compromisso com a vida”.

Em primeiro lugar, o tal “compromisso com a vida” deveria ser focado em defender os trabalhadores e a população que neste momento de pandemia está totalmente à mercê da política genocida de Bolsonaro e da direita, pois com sindicatos fechados e partidos de esquerda se recusando a lutar contra essa política, a população fica totalmente exposta ao coronavírus, ao desemprego, à falta de política sociais, falta de hospitais entre muitas outras coisas. O ato convocado, pelo contrário dos dizeres do comunicado, é um ato que mostra uma enorme preocupação e luta contra essa política genocida da direita bolsonarista.

Não sair às ruas e focar as atividades apenas nas instituições não é defender a vida e sim abandonar a população pobre e permitir que a política de terra arrasada de Bolsonaro tome conta da situação sem nenhuma resistência. Ou seja, a nota não defende nenhum compromisso com a vida, pelo contrário.

A nota do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte mostra como a direção do partido no Estado está permitindo o avanço da extrema direita no Estado e até coloca em risco o governo de Fátima Bezerra que frequentemente é alvo dessa corja, através de greves de Policiais Militares e ataques na imprensa golpista para desmoralizar e criar condições de um impeachment contra a petista.

A capitulação demonstrada no comunicado da executiva do PT é tão grande que não consegue enxergar que a direita quer derrubar Fátima Bezerra. Recentemente, chegou a Assembleia Legislativa do estado um primeiro pedido de impeachment contra a governadora Fátima Bezerra, o vice Antenor Roberto e o secretário estadual de Saúde Pública, Cipriano Maia, encaminhada pelo advogado Rilyonaldo Marques por crimes de responsabilidade e falsidade ideológica. Não cabe entrar aqui na argumentação do advogado no pedido de impeachment porque para a direita qualquer motivação serve, um bom exemplo foi da presidente Dilma Roussef acusada de pedaladas fiscais. Importante lembrar que todos os presidentes anteriores fizeram as mesmas “pedaladas”.

Por fim, o ato foi levado adiante pelos militantes, mas o comportamento da direção estadual do PT revela porque a direita cresce a passos largos quase sem resistência da esquerda pequeno burguesa. O comunicado se mostrou uma política totalmente errada e na contra mão dos acontecimentos, pois houve manifestações em todo o País contra Bolsonaro e os fascistas nas ruas sem ninguém da frente ampla, da direita bolsonarista “arrependida” e pedindo o fim da repressão e da possibilidade de uma ditadura militar.

Nesse sentido, os militantes da esquerda devem seguir a tendência de mobilização nas ruas e não seguir orientações que favorecem apenas a direita Bolsonarista como o comunicado do PT. Nesse sentido, a defesa não deve ser do governo do PT no Rio Grande do Norte, pois como estamos vendo capitula enormemente para a direita e nesse sentido realiza ataques a classe trabalhadora devido ao seu caráter de frente popular, ou seja, em aliança com a burguesia. a defesa do governo deve se dar nas ruas contra a direita e não no parlamento ou no apoio político ou nas eleições.

A unidade tem que vir na luta e nas ruas e não com setores da esquerda que não quer lutar e apenas sabota a luta contra Bolsonaro e a direita.

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