Fora Bolsonaro
Artistas autores da música xique-xique repudiam o uso desautorizado da obra em campanha pró Bolsonaro
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Capa do álbum Parabelo | Foto: Reprodução

Artistas autores da música xique-xique repudiam o uso desautorizado da obra em campanha pró Bolsonaro. Recentemente a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) divulgou um vídeo de campanha para Bolsonaro que utilizava sem autorização a obra composta em 1997 pelos compositores Tom Zé e José Miguel Wisnik.

O vídeo com duração de aproximadamente um minuto imagens de outdoors em apoio a Bolsonaro, supostamente localizados nas regiões Norte e Nordeste do país, e faz parte de uma estratégia adotada nas últimas semanas por canais bolsonaristas para tentar reforçar a presença nas regionais.

Nas redes sociais o artista Tom Zé publicou em seu perfil que: “Abalados com o uso da música Xique-Xique na propaganda de cunho eleitoral voltada para o presidente, por parte da sra. Carla Zambelli, deputada federal, eu e o Grupo Corpo pedimos a José Miguel Wisnik, parceiro da canção, que fizesse o pronunciamento que aqui está”.

O Grupo Corpo de manifestou: “Repudiamos a falta de respeito com os autores da música e com o Grupo Corpo, proprietário do fonograma”

Wisnik ainda comentou sobre o ocorrido: “O vídeo procura construir a imagem de suposta, ampla aceitação de Jair Bolsonaro no Nordeste, região onde, como sabemos, ele foi derrotado em todos os estados nas últimas eleições presidenciais. Trata-se de uma operação de construção de alavancagem da imagem de Jair Bolsonaro no Nordeste que quer tomar carona na nossa composição”

Ele continua em sua manifestação: “Queremos declarar aqui que ‘Parabelo’ [nome do álbum] não está à disposição dessa apropriação, dessa utilização espúria e revoltante, que vai contra tudo aquilo em que acreditamos e tudo aquilo que essa música representa, como alegria de viver, como força da cultura popular nordestina e como força da arte.”

“É uma música que exalta a cultura popular nordestina, para cima. Mas ela é nossa, de quem a fez com este fim. Essa alegria não está à disposição para uso político e, já, eleitoral.”

Wisnik completou com: “Estamos tomando todas as providências jurídicas cabíveis para cercear essa apropriação repulsiva. Lembrando que o presidente tem o seu próprio sanfoneiro.”

Esse caso como tantos outras parecidos, serve para demonstrar a imensa impopularidade do bolsonarismo, sendo execrado pela maioria absoluta da população. Temos que dar um destaque a esse gigantesco sentimento negativo contra Bolsonaro no meio artístico, entre estes, também pelo imenso ataque a cultura no país, a repulsa é quase absoluta, a exceção de um ou outro indivíduo isolado.

Que ninguém apoia Bolsonaro é um senso comum, por isso a força tremenda do Fora Bolsonaro, mas chama atenção o fato das pessoas sentirem necessidades, até fazerem questão de se pronunciar contra Bolsonaro.

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