Empresas à beira da falência
Por todo mundo, os capitalistas das companhias áreas temem sua falência e recorrem desesperados ao Estado
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
aviaolatam
Trabalhadores demitidos, e bilhões aos capitalistas. | Foto: Gabriel Magacho / Jet Photos / FlightRadar24 / Reprodução

Por todo mundo, companhias áreas imperialistas afundam-se em meio a crise, demitindo milhões e recorrendo aos governos capitalistas para savá-las enquanto a pandemia as força para o abismo.

Este setor, antes mesmo da pandemia e do aprofundamento da crise mundial do capitalismo encontrava-se, até mesmo nos países imperialistas, em uma crítica crise. Contudo, com a pandemia e o cancelamento de milhões de voos, cerca de 95% das viagens, em empresas como a Latam, foram reduzidas.

O panorama é internacional. Estimativas indicam que o setor aéreo do continente europeu (o mais afetado pela crise do COVID-19) poderá perder mais de 80 bilhões de euros em receitas este ano e 7 milhões de trabalhadores poderão ser demitidos.

Diversas empresas estão recorrendo aos governos locais em busca que a maquina do Estado os salve da falência. Na Espanha, a Iberia pediu 1 bilhão do governo; a Alitalia já recebeu 1,2 bilhão do governo italiano, após quase ser estatizada; a AirFrance recebeu 7 bilhões do governo francês; e a Lufthansa aguarda 10 bilhões do governo alemão.

Esta última, terá o Estado como seu primeiro acionista do grupo, com 20% do capital. A mesma também comprou a Brussels Airline, ao se tornar sua única acionista em 2017, e anunciou que irá injetar capital para salvá-la, sendo que a Brussels também espera por ajuda do governo belga.

Outro grupo, a Latam este com afiliadas em países como Brasil, Argentina e Paraguai, entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, em conjunto com suas afiliadas no Chile, Peru, Colômbia e Equador. A medida deve-se aos impactos da crise do novo coronavírus, levando com que o grupo seja o maior da aviação a buscar uma reorganização emergencial para evitar seu colapso.

A empresa antes da crise operava com 1.400 voos diários em 26 países, transportando 74 milhões de passageiros por ano. Agora, com a redução de 95% dos seus voos, a empresa passou a demitir em massa seus funcionários, como por exemplo no Chile, onde 1.400 trabalhadores foram demitidos.

No Brasil, companhias como a Gol e Azul, também buscam auxílio estatal.

A crise é profunda, e a primeira medida tomada pelos capitalistas é fazerem o trabalhador pagar por ela. Milhões estão sendo demitidos devido a falência geral do capitalismo, assim como indicado em alguns países, há uma urgente necessidade de estatizar estas empresas, como também, coloca-las nas mãos dos trabalhadores. Quem deve pagar pela falência destas empresas não são seus funcionários, mas sim a burguesia.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas