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Empresas à beira da falência

Companhias aéreas demitem e governos repassam bilhões

Por todo mundo, os capitalistas das companhias áreas temem sua falência e recorrem desesperados ao Estado

Tempo de Leitura: 2 Minutos

Trabalhadores demitidos, e bilhões aos capitalistas. – Foto: Gabriel Magacho / Jet Photos / FlightRadar24 / Reprodução

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Por todo mundo, companhias áreas imperialistas afundam-se em meio a crise, demitindo milhões e recorrendo aos governos capitalistas para savá-las enquanto a pandemia as força para o abismo.

Este setor, antes mesmo da pandemia e do aprofundamento da crise mundial do capitalismo encontrava-se, até mesmo nos países imperialistas, em uma crítica crise. Contudo, com a pandemia e o cancelamento de milhões de voos, cerca de 95% das viagens, em empresas como a Latam, foram reduzidas.

O panorama é internacional. Estimativas indicam que o setor aéreo do continente europeu (o mais afetado pela crise do COVID-19) poderá perder mais de 80 bilhões de euros em receitas este ano e 7 milhões de trabalhadores poderão ser demitidos.

Diversas empresas estão recorrendo aos governos locais em busca que a maquina do Estado os salve da falência. Na Espanha, a Iberia pediu 1 bilhão do governo; a Alitalia já recebeu 1,2 bilhão do governo italiano, após quase ser estatizada; a AirFrance recebeu 7 bilhões do governo francês; e a Lufthansa aguarda 10 bilhões do governo alemão.

Esta última, terá o Estado como seu primeiro acionista do grupo, com 20% do capital. A mesma também comprou a Brussels Airline, ao se tornar sua única acionista em 2017, e anunciou que irá injetar capital para salvá-la, sendo que a Brussels também espera por ajuda do governo belga.

Outro grupo, a Latam este com afiliadas em países como Brasil, Argentina e Paraguai, entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, em conjunto com suas afiliadas no Chile, Peru, Colômbia e Equador. A medida deve-se aos impactos da crise do novo coronavírus, levando com que o grupo seja o maior da aviação a buscar uma reorganização emergencial para evitar seu colapso.

A empresa antes da crise operava com 1.400 voos diários em 26 países, transportando 74 milhões de passageiros por ano. Agora, com a redução de 95% dos seus voos, a empresa passou a demitir em massa seus funcionários, como por exemplo no Chile, onde 1.400 trabalhadores foram demitidos.

No Brasil, companhias como a Gol e Azul, também buscam auxílio estatal.

A crise é profunda, e a primeira medida tomada pelos capitalistas é fazerem o trabalhador pagar por ela. Milhões estão sendo demitidos devido a falência geral do capitalismo, assim como indicado em alguns países, há uma urgente necessidade de estatizar estas empresas, como também, coloca-las nas mãos dos trabalhadores. Quem deve pagar pela falência destas empresas não são seus funcionários, mas sim a burguesia.

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