Análise Política na TV 247
Confira uma breve resenha do que foi discutido no programa Análise Política na TV 247 da última terça-feira (8)
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Rui no programa "Análise Política", da TV 247 | Foto: Reprodução
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Rui no programa "Análise Política", da TV 247 | Foto: Reprodução

Nesta terça-feira (8), como já é tradicional, Rui Costa Pimenta esteve presente no programa “Análise Política”, da TV 247. O programa é um dos que tem maior audiência no canal parceiro e é também transmitido pela Causa Operária TV. O grande sucesso do programa se deve ao fato de as análises do companheiro Rui serem, como sempre, muito acertadas e esclarecedoras sobre a situação política atual.

Na entrevista dessa edição, que foi conduzida por Gisele Federicce, o companheiro Rui Costa Pimenta falou sobre as eleições na Venezuela, a disputa política em torno da vacina do coronavírus no Brasil, a votação do STF contra a reeleição dos presidentes das casas legislativas e sobre a campanha do PCO para Lula presidente em 2022.

Eleições na Venezuela

No último fim de semana, ocorreram as eleições para os deputados da Assembleia Nacional venezuelana, com uma gigantesca vitória do chavismo sobre a oposição. Sobre esse tema, o companheiro Rui salientou que a imprensa internacional já vinha anunciando a fraude eleitoral antes mesmo das eleições ocorrerem, isso se deu porque já era sabido que Maduro iria ganhar com uma ampla margem. O próprio jornal The Economist, uma importante referência para conhecer a opinião da burguesia, já vinha falando desde muito tempo antes sobre a fraude eleitoral na Venezuela. Diante disso, vários países, inclusive o Brasil, já declararam que não iriam reconhecer as eleições, numa continuação da política farsesca de apoiar o presidente autoproclamado Juan Guaidó.

Ainda que não seja possível afirmar que essas eleições tenham sido 100% corretas e democráticas, não há nenhum indício de que algo digno de colocar sua validade em questão tenha ocorrido. A única questão que poderia ser analisada com mais calma é o alto índice de abstenção, que diz respeito mais à situação política do país do que às eleições em si. A abstenção poderia ser um índice de que há, de fato, uma parcela da população insatisfeita com o governo Madura. Isso é natural, já que a crise na Venezuela é muito grande, por conta dos bloqueios e embargos internacionais empreendidos pelo imperialismo contra o país caribenho.

Ainda assim, pode-se dizer que o resultado principal dessas eleições é que a direita perdeu o controle da Assembleia Nacional, que era seu principal ponto de apoio. Uma das consequências dissos é que Guaidó não poderá mais se colocar como o autoproclamado presidente da Venezuela e bota um ponto final na farsa golpista empreendida por ele, junto com os setores imperialistas.

Sobre a base dessa farsa, os governos norte-americano e ingleses conseguiram perpetrar um gigantesco assalto ao país sulamericano, sequestrando seus fundos e seu ouro, que estava sob a confiança de bancos ingleses. A justificativa era de que esse fundo e o ouro só poderiam ser repassados ao presidente reconhecido pelos governos, que não era Maduro, mas sim Guaidó. Trata-se de um expediente de verdadeiros ladrões.

Vacina do coronavírus

O tema da vacina é fundamental. O que é demonstrado pela imprensa é uma disputa política em torno dessa questão, envolvendo Doria e Bolsonaro. Doria se coloca como verdadeiro salvador da pátira, enquanto Bolsonaro é pintado como irresponsável e inconsequente, reproduzindo o jogo de cena feito em outros momentos da pandemia.

No entanto, é preciso colocar algumas questões sobre a vacina. A primeira é que o bloco político de Doria está, desde o começo, tirando proveita da posição bolsonarista diante de um amplo setor da população. Doria e os governadores souberam fazer um jogo de cena para fingir que defendiam a vida da população. A campanha chegou a um ponto em que alguns órgãos da imprensa capitalista afirmaram que, no que diz respeito à vacina, Doria estaria se colocando como “presidente da república”.

No entanto, é importante dizer que isso nada tem a ver com a defesa da população. Durante a pandemia, a condução de Doria foi totalmente absurda e de descaso com a vida do povo de seu estado. Doria fez uma política de isolamento social totalmente farsesca, posteriormente escondeu dados sobre a pandemia e fez uma reabertura precoce da economia, principalmente após o fim das eleições.

Sobre a postura de Bolsonaro, que procura criticar a aplicação da vacina, colocando em questão sua validade e seus efeitos colaterais, é difícil dizer se ela é totalmente errada ou se é uma política que apela para a sua base de apoio. Da forma como vão as coisas, Bolsonaro ainda é um dos candidatos principais para as eleições de 2022.

Diante desse cenário, a esquerda deve se posicionar de forma crítica com relação à direita, para não repetir o erro cometido durante os outros momentos da pandemia, o que seria desastroso. Deve-se mudar a política de chamar os governadores de “científicos” ou “responsáveis”, lembrando sempre que a direita nunca tem o interesse da população em mente. A visão sobre a vacina deve ser crítica, não se sabe se ela é de fato confiável, visto que é uma ação perpetrado pelo grupo político de Doria, que nunca foi e nem será de confiança para a classe trabalhadora.

Deve-se exigir que o auxílio emergencial continue ocorrendo. Se o governo federal vai parar de fornecê-lo, então o estado de São Paulo deveria substitui-lo e continuar com a aplicação do auxílio. É preciso continuar criticando a falsa quarentena de João Doria, que ainda vai demorar um tempo até acabar, visto que a população não vai ser imunizada do dia para a noite. Além disso, a própria aplicação da vacina deve ser fiscalizada, não é possível saber se todas as informações dadas pelo governo estadual de São Paulo são verdadeiras.

Toda a situação da pandemia mostra que a esquerda deve sempre ter seu próprio programa diante das questões e nunca ficar a reboque da direita como ficou nesse caso.

Votação no STF e Lula presidente em 2022

Os outros temas tratados no programa foram a votação sobre a presidência da câmara e do senado no STF e a campanha de Lula presidente em 2022. Sobre a questão do STF, venceu o lado que se colocou contra a reeleição dos presidentes das casas legislativas. Isso deixou mais transparente os alinhamentos políticos do STF. Uma das alas (a que queria a reeleição) está mais alinhada com o DEM, o PP e o setor mais direitista do bloco dominante, enquanto que a outra ala (que se colocou contra essa reeleição) é a ala mais lavajatista do STF e está alinhada com o PSDB.

A votação no STF é uma demonstração da disputa que se desenvolve dentro desse bloco dominante do regime político com relação às eleições presidenciais em 2022. Os dois nomes que têm mais chance de sairem candidatos são João Dória ou Luciano Huck e os grupos políticos que os apoiam é que estão nessa disputa. A ala direita, representada pelo DEM ou pelo PP, apoia a candidatura de João Dória. A ala “esquerda” (com muitas ressalvas para esse termo), representada por PSDB e MDB, apoia a candidatura de Luciano Huck. Apesar de João Dória ser do PSDB, ele se constitui em um setor bastante próximo do bolsonarismo dentro do partido e não é apoiado de forma uniforme por todo o partido.

A principal arma da esquerda para se colocar contra essa articulação política dos setores direitistas é a defesa da candidatura de Lula presidente em 2022. Essa será uma das principais campanhas do Partido da Causa Operária nesse próximo período, aliada ao “Fora Bolsonaro”, que já vem sendo defendido desde o fim de 2018.

Sobre a campanha por Lula presidente, o companheiro Rui destacou como demonstrativo de sua popularidade a resposta negativa dada por um amplo setor da população às declarações dadas por setores direitistas do PT de que Lula teria que ser “posto de lado” e deveria-se dar mais espaço a outras lideranças da esquerda. Duas pessoas que apareceram falando isso foram Alberto Cantalice, membro da direção do PT e Jacques Wagner, do PT da Bahia. A reação foi tão negativa que ambos recuaram e não falaram mais nada a respeito.

É importante salientar que a defesa da candidatura do Lula não é a defesa de sua política, seja ela qual for, caso ele venha a ser eleito. Também não é a defesa do Partido dos Trabalhadores ou coisa do tipo, mas sim a defesa de um direito democrático fundamental da população. Essa defesa diz respeito diretamente ao funcionamento do regime político e às instituições do Brasil.

Lula é o candidato mais popular do país e a tentativa de impedi-lo de se candidatar é feita em cima de processos farsescos e totalmente desacreditados. Trata-se de um novo golpe de estado no Brasil e deve ser encarada dessa forma. É uma ação típica de ditaduras, em que se retira o opositor do regime das eleições para vencer o candidato que tem menos votos.

Nesse sentido, a defesa da candidatura de Lula deve ser feita por todos os setores que se dizem democráticos. Lula é vítima de um verdadeiro crime, ele teve seus direitos políticos roubados pelos golpistas e a luta contra o golpe passa diretamente pela luta pela restituição desses direitos políticos. O PCO conclama toda a esquerda a se unificar em torno da luta por Lula presidente em 2022!

Para conferir com mais detalhes os temas tratados no programa, asssista ao vídeo na íntegra abaixo:

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