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O presidente golpista da Ucrânia, Petro Poroshenko, em conjunto com o gabinete militar do país, propôs a declaração da lei marcial, ou seja, a supressão de todos os direitos civis e a instauração de uma ditadura militar.

A proposta é de que a lei marcial dure por 60 dias. Ela deverá ser ratificada pelo parlamento, monopolizado pela direita.

A desculpa do governo de Kiev foi a apreensão por parte da Rússia de três navios de guerra ucranianos que violaram as águas russas no Mar Negro, neste domingo (25).

Para deter a ofensiva marítima da Ucrânia em seu território, a Rússia empregou armas de fogo e três militares ucranianos ficaram feridos. Segundo a imprensa russa, eles foram atendidos pela equipe médica russa e se encontram bem.

O Serviço de Segurança da Rússia (FSB) afirmou que os navios de guerra ucranianos zarparam em direção ao estreito de Kerch, que fica entre a Rússia continental e a península da Crimeia (anexada por Moscou em 2014, após um referendo da população local, em meio à perseguição contra a minoria russa que se seguiu ao golpe de Estado na Ucrânia no mesmo ano).

Simultaneamente ao conflito marítimo com a Rússia, a Ucrânia lançou uma forte ofensiva contra a autoproclamada República Popular de Donetsk, no leste de seu território. O ataque, com artilharia pesada, atingiu zonas residenciais da região, que não é reconhecida como república pelas autoridades de Kiev.

A Ucrânia é controlada por um regime fascista desde o golpe de 2014, quando, com uma clara participação do imperialismo, a direita derrubou o presidente pró-Rússia, Viktor Yanukovich. Uma grande repressão à minoria de etnia russa foi desencadeada, o que levou à população da Crimeia (cuja quase totalidade é russa) a apoiar a anexação estratégica por parte de Moscou. Em seguida, as regiões de Donetsk e Lugansk, no leste do país, fronteira com a Rússia e ambas com maioria russa, declararam a independência. Desde então, a região conhecida como Nova Rússia (Novorrossia) está em guerra contra Kiev, que faz frequentes ofensivas bélicas contra a área.

O golpe de Estado levou à ascensão da direita fascista na Ucrânia. Desde o chamado “Maidan” – o levante apoiado pelo imperialismo que derrubou Yanukovich – diversos grupos abertamente nazistas atuam livremente nas ruas. Um dos episódios mais evidentes da importante participação nazista no golpe foi o incêndio à Casa dos Sindicatos de Odessa, onde os fascistas prenderam opositores e cerca de meia centena de pessoas morreram.

Na Ucrânia do golpe, nazistas têm dominado uma fatia cada vez maior das instituições. Todas elas estão controladas sob punho de ferro pela extrema-direita e grupos nazistas têm importante participação no executivo e legislativo. Desde o golpe, têm sido registrados assassinatos de opositores, todas as organzações de esquerda foram proibidas e a minoria russa tem sido sistematicamente reprimida e censurada, assim como a imprensa (há diversos casos de assassinato de jornalistas).

Nas ruas da Ucrânia, como da própria capital Kiev, é comum se ver marchas de grupos nazistas, incluindo de paramilitares. Tudo isso em conjunto com as forças oficiais, seja a polícia ou o exército.

É bom lembrar que o imperialismo (europeu e norte-americano), que promoveu o golpe na Ucrânia, continua apoiando abertamente o governo de Poroshenko e, de maneira mais velada, os próprios grupos nazistas, como o Setor de Direita e o Batalhão Azov. Este último é uma força militar que atua dentro do exército na repressão aos separatistas de Donetsk e Lugansk e também ao longo do país, recebendo equipamentos e treinamento dos Estados Unidos.

Esse exemplo da Ucrânia, com a implementação da lei marcial, é uma amostra de como um golpe de Estado (dito por alguns como “parlamentar”, “judicial”, “institucional”, etc.) pode, facilmente, se converter em uma ditadura militar escancarada.

Cabe destacar que, em entrevista recente, na qual afirmou que, se fosse preciso, prenderia 100 mil sem terra, o fascista brasileiro Eduardo Bolsonaro elogiou o regime ucraniano por sua política de aniquilamento da esquerda. O movimento popular brasileiro deve olhar com atenção o que ocorre na Ucrânia, pois a situação leva muita semelhança: um golpe da direita promovido pelo imperialismo, que foi se tornando cada vez mais fascista até desembocar em uma clara ditadura militar.

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