Como Temer, Bolsonaro quer acabar com Ministério da Cultura

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O candidato fascista, Jair Bolsonaro, como há muito vem declarando, vai acabar com o Ministério da Cultura (MinC), transferindo-o, como secretaria da cultura, ao Ministério da Educação, caso seja eleito nesse cenário eleitoral fraudado que retirou o ex-presidente Lula da disputa presidencial.

O  nome cogitado para o Ministério da Educação é o do diretor de relações internacionais da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED), Stavros Xanthopoylos. Desde 2016, pela aprovação da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) o governo golpista do Temer vem promovendo o sucateamento do ensino público ao estabelecer que 40% das aulas sejam pelo modelo EAD (Educação à Distância) e 100% para a Educação de Jovens e Adultos.

A indicação de extinguir o Ministério da Cultura (MinC) em nada difere da política do presidente golpista Temer. Em junho deste ano, o presidente golpista impôs a Medida Provisória nº 841, que retira do Ministério da Cultura  80% do dinheiro arrecadado por jogos da Loteria para gastar na polícia (para o Fundo Nacional de Segurança Pública).

Isso demonstra que a candidatura à presidência de Jair Bolsonaro dará continuidade com a política golpista de Michel Temer, já que irá extinguir o Ministério da Cultura, do mesmo modo que Temer pouco a pouco retira os recursos do MinC.

A direita golpista, seja ela bolsonarista ou representada pelo “vampirão” Temer, não gosta da cultura do povo, de suas raízes históricas. A isso, basta lembrar das declarações do candidato a vice-presidente de Bolsonaro, o General ditador Hamilton Mourão. Ele declarou que o povo brasileiro é composto de “mulambentos”, dando a entender que a população pertencesse a uma raça inferior. Para essa direita, todo o patrimônio histórico e cultural do povo não tem valor. Vale lembrar que o incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro em setembro deste ano expressa, também, o descaso do governo com o patrimônio histórico.

Assim, a política defendida pelo Jair Bolsonaro em destruir a cultura do país pela extinção do MinC corresponde a continuidade da política golpista.

A fraude eleitoral resultou em uma manobra para que o candidato Jair Bolsonaro se tornasse o líder nas pesquisas de intenções de voto. Sua eventual vitória representará o sucesso da fraude articulada pelo judiciário golpista e pela pressão dos militares que estão “garantindo a ordem”. Nessa ditadura, onde o povo não pode escolher livremente em quem quer votar, só há a alternativa da organização dos trabalhadores e da juventude para combater o golpe. É necessário se organizar nos comitês de luta contra o golpe pela liberdade do Lula e em comitês de autodefesa contra o bolsonarismo.