”Gestão responsável”
Luta ”antirracista” é usada pela burguesia como uma jogada de marketing, mostrando que o movimento deve ser para acabar com o capitalismo
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Djamila Ribeiro, filósofa identitária avalista do povo negro, assim como o jurista Silvio Almeida | Foto: Reprodução

Os meios de comunicação da burguesia cada vez mais decidem surfar na onda das campanhas identitárias que encobrem as reais causas do racismo, como é o exemplo de uma bizaríssima matéria do Correio Braziliense, a imprensa capitalista sugere:” Combater o racismo e ajudar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária é uma responsabilidade de todos. Saiba como assumir esse compromisso”, o que os operários podem traduzir para ‘Como sua empresa pode faturar com a demagogia antirracista’‘.

”Gestão responsável” é senha para marketing em cima do racismo

A pauta do identitarismo aqui é absorvida na enésima potência com uma demagogia histerica, feita para lidar com a pressão que casos como o assassinato do norte-americano George Floyd e do brasileiro João Alberto, homens de pele escura que foram brutalmente mortos por forças do aparato repressivo estatal e os movimentos de rua, grandes levantes com as massas revoltadas que posteriormente se desenvolveram e não param de tomar forma.

Na reportagem, que procura contar segundo ela mesma diz ”como pessoas, negras ou não, podem ser antirracistas ativamente e ajudar a construir uma sociedade mais igualitária?”, são colocadas em lista uma série de medidas e comportamentos dos quais as empresas ou pessoas devem começar adotar, exigindo uma suposta ”mudança radical” em nome da luta contra o racismo, tais como ”eliminar do vocabulário palavras de origem racista e corrigir colegas ao ouvir expressões discriminatórias são ações necessárias”.

Também é indicado a leitura de livros e assistir filmes e séries com temática racial, como ”uma das formas mais simples de entender a profundidade do racismo e de identificar atitudes e situações que ajudam no combate à prática criminosa. ” Quer dizer, tão simples como uma receita de bolo, para se colocar na pele dos negros e entender o que significa o racismo, é só ir para o Netflix.

Demagogia podre para preservar o regime de exploração

Entre as medidas sugeridas, está a promoção de palestras educativas sobre o tema, como explicou Kelly Stak, consultora de RH e especialista em desenvolvimento humano pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, ”Toda empresa adota medidas de conscientização sobre sustentabilidade, como treinamentos e ações coletivas. Por que não adotar o mesmo formato em relação ao racismo?”

Ou seja, já que já existe uma grande campanha de demagogia sobre sustentabilidade e ecologia, por que não expandir o nível de lorota para níveis mais altos, como as próprias pautas identitárias como negros, mulheres e minorias? É claro que todos ganham, as empresas que vão lucrar com uma política de demagogia podre em cima de um tema chave da sociedade que é a discriminação racial, e o sistema de exploração capitalista que se mantem intacto diante de uma ideologia estéril que não faz nem cócegas na burguesia.

Por fim, no artigo em questão mais uma vez é feita a promoção de figura já carimbada do movimento negro, a filósofa guru identitária Djamila Ribeiro, uma personalidade que é seguidamente ensejada pelos meios de comunicação da burguesia como uma espécie de avalista dos negros, assim como é o caso do jurista e filósofo Silvio Almeida, que recentemente anunciou que iria integrar o Comitê Externo de Diversidade e Inclusão proposto pela rede de supermercados Carrefour, após o caso do assassinato do negro João Alberto em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

A luta do negro não pode ser para se transformar em um produto de marketing, mas sim para derrubar o capitalismo.

Finalmente, tudo isso só mostra como a classe operária precisa pisar no pescoço da burguesia, denunciar essa demagogia podre encobridora das reais causas da discriminação que são econômicas, e que na verdade a ”luta antirracista” é só uma estratégia de marketing utilizada pelos capitalistas. A gestão “responsável, antirracista” seria a melhor gestão para vender seus produtos, já que o antirracismo está “em alta” no mercado.

Em alta principalmente com teorias acadêmicas como a do ”teoria do racismo estrutural” que tem origem em universidades norte-americanas e depois vem a se espalhar pela América Latina, é uma teoria muito confusa, porque o racismo é uma ideologia. Ou seja, é o que uma determinada pessoa ou grupo pensa de determinado grupo social. É uma ideia. Como ideia, não é estrutural. Toda ideia é reflexo de uma realidade, em última instância de uma realidade econômica.

Pois a única teoria séria sobre a estrutura real da sociedade é o marxismo, pois a sociedade é economia, não é o pensamento. Marx colocou que ”a estrutura econômica são as relações econômicas e sociais. E sobre esta estrutura econômica, se cabe uma superestrutura política”. Ou seja, um conjunto de instituições e fatos que dependem dessa estrutura, são condicionados, determinados por ela. E dessa superestrutura a sociedade tem um conjunto de ideias que são as formas das quais elas se apropriam dessa realidade material. O pensamento não é uma realidade material, portanto não pode ser uma estrutura material, portanto é uma teoria confusa.

O que querem dizer com o ”racismo estrutural” é que o racismo já deveria ter ido embora. Que hoje já não existe nenhum motivo para ter racismo. O que é uma falácia, pois o racismo só existe porque tem uma causa. A teoria dos identitarios é uma tara de parte da sociedade de considerar o negro de um determinado jeito, sem considerar as questões econômicas, porque no fim das contas, isso é o que faria com o que o sistema capitalista fosse questionado e isso é a última coisa que o Carrefour e companhia querem.

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