Reformas de Bolsonaro
A resposta é desindustrializando, como vem sendo feito pelo atual presidente e o da década de 1980, o FHC, e nesse ritmo logo chegaremos
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| Foto: Centro de Mídias de Educação do Amazonas

Uma matéria do jornal Rede Brasil Atual destaca a contradição em que se encontra a CNI (Confederação Nacional da Indústria), onde em agosto divulgou o ICEI (índice de confiança do empresário industrial) afirmando que o conjunto de empresários de todos os setores estão confiantes com as políticas do governo.

Esta semana divulgaram outro levantamento, dos dados do Desempenho da Indústria no mundo, que revela que desde 2009 a trajetória de participação da indústria nacional está em queda, saindo de 10º lugar no ranking mundial para 16º agora. Este é o pior resultado da série histórica iniciada em 1990, e que entre 2015 e 2019 foi superada pelas indústrias do México, Indonésia, Rússia, Taiwan, Turquia e Espanha.

Perguntam ao economista economista Luiz Gonzaga Belluzzo, como explicar essa contradição. Este responde que não há contradição nessa situação, faz parte da vida contemporânea. As pessoas se agarram à ideologia e agem contrariamente aos seus interesses.

E que as propostas de reforma do governo não irão levar a lugar nenhum, e não são para a recuperação da economia. As empresas estão ganhando com o mercado financeiro, ao mesmo tempo que perdendo mercado na produção.

O que fica claro na contradição da CNI e nas palavras do economista é a ausência de política de recuperação da economia. As reformas não estão ajustadas para atingir esse objetivo, mas para outro, que evidenciam que existe uma lógica por trás dessas reformas. E qual seria?

As reformas até agora apresentadas e muitas já aprovadas, como a reforma da previdência, a trabalhista e agora a reforma administrativa em curso que deixará de fora o judiciário, os militares e muito provávelmente o legislativo e o executivo, pelo que parece, dado a disputa do alto escalão, para não serem atingidos por ela. Em suma as reformas até agora vistas só retiram direitos, benefícios e salários dos trabalhadores e em nada ajudaram na recuperação da economia, que continua em frangalhos com tendência a piorar, como relata a publicação da própria CNI.

A política levada a cabo, desde o golpe de estado, podemos classificar como reacionária, não reverte a crise econômica e ainda representa a maior perda da história para a classe trabalhadora do Brasil e também de todo o mundo.

Tal política está levando o país ao maior retrocesso econômico e social já visto. A marca fundamental do capitalismo é a industrialização e estamos no sentido inverso, ou seja, a desindustrialização. Como sabemos teve início nos anos 80, com o governo de FHC, com privatizações, estado mínimo, rebaixamento salarial e etc. puro neoliberalismo, o mesmo acontecendo agora, com o objetivo claro de destruir o parque industrial brasileiro, privilegiando o agronegócio.

O projeto que se apresenta é a volta à economia exportadora de matérias primas e importadora de produtos industrializados. Troca desigual, onde as matérias primas tem preço baixo no mercado mundial, enquanto os produtos industrializados altíssimos, e o país para se manter em equilíbrio comercial precisa recorrer a empréstimos internacionais a altíssimas taxas de juros e aumentando a dependência externa.

Para quem ainda não notou, estamos caminhando ao século XIX, no mesmo padrão de colônia dos países estrangeiros que são os verdadeiros donos do país. Submissão total e irrestrita aos países imperialistas sem direitos, renda mínima ou condições de vida minimamente dignas. E o que parece é que o plano vem de Washington.

Para evitar toda catástrofe que se apresenta, é necessário que os trabalhadores em seu conjunto, criem conselhos populares e estabeleçam uma política de tomada do controle das fábricas, empresas, escolas, comércio  e passem a administrar, com base na própria experiência e não nos manuais burgueses. Distribuindo os resultados da produção conforme a contribuição de cada um, acabando com a fome e miséria no país e depois em todo o mundo.

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