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Luta contra o fascismo
Como os trabalhadores fizeram o fascismo recuar na Grécia
Nas ruas, movimentos antifascistas da Grécia impõem derrota à extrema direita
fascismo
Luta contra o fascismo
Como os trabalhadores fizeram o fascismo recuar na Grécia
Nas ruas, movimentos antifascistas da Grécia impõem derrota à extrema direita
“Foto: Reprodução” – Acervo Le Monde Diplomatique Brasil
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“Foto: Reprodução” – Acervo Le Monde Diplomatique Brasil

Já é possível perceber, com uma certa nitidez, os primeiros sinais do ocaso do movimento fascista europeu. A chaga neofascista que recrudesceu nos últimos anos no velho continente, com a ascensão de partidos, em vários países, não só com programas e plataformas de extrema direita, mas principalmente com a ação violenta contra os grupos por eles rotulados como inimigos a serem combatidos (refugiados, imigrantes, negros, ciganos, esquerdistas, homossexuais e outros) sofreu, na Grécia, um duro golpe, com o desmantelamento de suas ações, que vem sendo destruídas pela intervenção direta (enfrentamento e ações concretas) dos movimentos antifascistas que se organizaram no país para enfrentar a extrema direita.

O revés sofrido pelo movimento nascido na Grécia, intitulado “Aurora Dourada”, de corte nitidamente neonazista com programa de extrema direita é a demonstração cabal, para todo o mundo, mas em particular para os trabalhadores e as massas pauperizadas da Europa, que muito diferente do que pensam os defensores da ideia de que a extrema direita e o fascismo “vieram para ficar” (pensamento assimilado por muitos setores da própria esquerda do velho continente), o neofascismo somente se instala e se desenvolve onde não há uma reação contundente e enérgica do movimento operário, vale dizer, da intervenção política independente das massas, agindo com seus próprios métodos de luta.

Não se trata somente de uma derrota eleitoral, embora esta também tenha acontecido. O esmagamento da “Aurora Dourada” vai muito além de um simples golpe eleitoral, pois o movimento não era exatamente um partido político, mas uma organização paramilitar que agia nos mesmos moldes que seus inspiradores italianos e alemães do início do século, espalhando o terror, a intimidação e praticando a violência sistemática contra a esquerda, o movimento operário e as massas populares.

O movimento fascista grego vem sendo imobilizado e derrotado não por ações parlamentares, institucionais, mas pela utilização dos métodos e dos instrumentos historicamente consagrados da luta de massas contra o capitalismo e o fascismo. Foram as amplas mobilizações de massa, os comitês de autodefesa organizados por bairro e locais de moradia e pelo confronto nas ruas que impuseram aos fascistas gregos o recuo e a derrota. Este é o exemplo que deve ser seguido por toda a Europa onde se verifica o avanço dos partidos e dos movimentos identificados com a extrema direita neonazista.

O movimento das massas populares e antifascistas da Grécia fizeram o óbvio na luta contra os fascistas, saíram às ruas e sufocaram a extrema direita no país, fazendo com que os neonazistas perdessem todos os espaços que tinham na capital, Atenas e também em outras importantes localidades. As ações estão sendo vitoriosas porque os antifascistas compreenderam que somente através da luta de massas, do enfrentamento direto contra os bandos armados nazistas do “Aurora Dourada” seria possível impor uma derrota ao fascismo grego. Neste sentido, os diversos movimentos de luta contra a extrema direita grega, ao invés de buscarem refúgio no parlamento e na ação eleitoral, agiram fazendo unicamente o que deve ser feito para enfrentar a direita e a extrema direita em todo o mundo: mobilizar a classe operária e as massas populares para que estas posam entrar em ação e agir com seus próprios métodos e instrumentos de luta, constituindo comitês de autodefesa, o armamento da população e o enfrentamento direto contra os neonazistas.