Como no Brasil: alta de combustíveis acende revolta popular no Haiti

Demonstrators shout anti-government slogans in Port-au-Prince

Na última semana, Henry Boisrolin, do Comitê Democrático Haitiano, concedeu uma entrevista afirmando que a situação no Haiti se encontra explosiva. Na entrevista, Boisrolin descreve a história de opressão do povo haitiano, repleta de golpes e ditaduras, e aponta a alta do preço de combustíveis como uma medida que vem levantando os explorados do Haiti.

Não por acaso, o aumento absurdo do preço do Diesel causou uma revolta gigantesca no Brasil há um mês. Os caminhoneiros, mesmo sendo uma categoria heterogênea, conseguiram fazer uma greve que causou uma crise de abastecimento no país e colocou na ordem do dia a construção de uma greve geral dos trabalhadores.

O controle sobre a produção e a venda do petróleo em todo o mundo é um dos principais interesses que têm levado o imperialismo a dar golpes de Estado em todo o mundo. Como consequência disso, a tendência em todo o mundo é o aumento do preço dos combustíveis, dos fretes e dos alimentos.

A devastação que o imperialismo causou no Haiti é ainda mais latente que no Brasil. O empobrecimento é extremo, 70% da população economicamente ativa se encontra sem trabalho, o analfabetismo é superior a 60% e 20 mil pessoas foram mortas por doenças como cólera.

A situação no Haiti mostra claramente a necessidade de os trabalhadores de todos os países oprimidos se levantarem contra o ofensiva do imperialismo. Fora imperialismo da América Latina!