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Após a ação arbitrária e de caráter ditatorial do ministro golpista da educação, Mendonça Filho, contra o professor da Universidade de Brasília, Luís Felipe Miguel e a sua iniciativa de ofertar uma disciplina sobre o golpe de estado de 2016, várias outras universidades do país passaram a organizar cursos sobre o golpe em resposta tentativa de proibição do Ministério da Educação, o MEC.

O ministro Mendonça Filho tentou censurar a disciplina, que será ministrada no curso de Ciência Política na UNB, passando por cima da autonomia universitária e das liberdades de cátedra e de expressão dos docentes de uma das maiores universidades do país. Logo após a ação do MEC, a Universidade de Campinas, UNICAMP, mais especificamente o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da instituição, o IFCH, também criou a disciplina.

Em seguida foi a vez da Universidade Federal da Bahia, UFBA, e da Universidade Federal do Amazonas, a UFAM, também criarem a matéria. No caso da UFBA, 22 professores da área de ciências humanas se reuniram para organizar o programa do curso. A matéria, que tem como nome “golpe 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, será oferecida pelo Departamento de História da Universidade e será disponibilizada de forma eletiva para vários cursos da pós-graduação. A disciplina também será aberta ao público em geral, que poderá acompanhar como ouvinte.

Na Federal do Amazonas, a matéria será ofertada pelo professor César Augusto Bubolz, do Departamento de História.

Um dos principais alvos dos golpistas são as universidades públicas, haja vista a intervenção do governo golpista nas universidades como ocorreu em Santa Catarina, na qual o reitor chegou a ser preso de forma totalmente ilegal por supostas denúncias de corrupção. A ação arbitrária do estado levou ao suicídio de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, reitor da UFSC, no final do último ano.

O mesmo ocorreu em Minas Gerais, onde os reitores e alguns professores da universidade federal do Estado chegaram a ser presos pela Polícia Federal.

As universidades públicas constituem um centro importante de resistência ao golpe de estado, por isso o avanço da direita contra tais instituições, isso sem falar na política de privatização do ensino público de todos os níveis, um dos principais objetivos dos golpistas.

A criação das disciplinas sobre o golpe de estado é uma importante reação contra os abusos e as ilegalidades dos golpistas. É necessário ampliar essa iniciativa e criar em todas as universidades públicas do país comitês de luta contra o golpe, mobilizar estudantes, professores e funcionários contra a destruição da educação no país e o golpe de estado.

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