Fascismo alemão: como em Pacaraima (RR), extrema-direta organiza agressões contra imigrantes nas ruas de Chemnitz

chemnitz

Da redação – A extrema-direita da Alemanha organizou neste domingo, 26, um grupo de 800 pessoas para destilar fascismo e xenofobia, saindo às ruas para agredir imigrantes na cidade de Chemnitz, no leste do país. Com o argumento de que estrangeiros teriam assassinado um homem alemão de 35 anos à facadas em uma briga, a violência descontrolada não foi explicada pelas autoridades, mas vale ressaltar aqui o fato assinalado pela imprensa de que esse confronto envolveu “várias nacionalidades”.  

As informações levantadas por este diário até op momento, dão conta de que o protesto foi convocado após o assassinado do homem em uma briga, levando pessoas próximas ao mesmo a se movimentarem via redes sociais, em grupos de direita e extrema-direita, pelo partido Alternativa para a Alemanha (AfD) e pela  torcida organizada de direita “Kaotic Chemnitz”, convocando aos simpatizantes para saírem às ruas em bloco e perseguir pessoas. Da briga inicial foram detidos dois homens acusados de homicídio, mas que não tiveram nomes e nacionalidades revelados, e, posteriormente, uma mulher de ascendência búlgara e um homem de origem síria registraram agressões enquanto andavam nas ruas.

A polícia teve dificuldades de controlar a multidão fascista que, após decidirem fazer justiça com as próprias mãos, ignorando a “lei e a ordem” que tanto dizem defender, saíram ao ataque e perseguição de diversos estrangeiros. A onda de violência foi tamanha que um festival que acontecia nas ruas da cidade, teve de ser finalizado. Os direitistas jogavam garrafas nos policiais que pediram reforço da polícia de Leipzig e Dresden.

Este movimento fascista não deve ser analisado como fato isolado, pois, no último ano, a ascensão de grupos de extrema-direita vem tomando corpo, os partidos vem crescendo em votações em diversos países, mas, principalmente, na Alemanha e na França. Nos EUA, também neste último ano, foram organizadas duas marchas neo-nazistas que foram respondidas com movimentos antifascistas de enfrentamento físico, para colocar os direitistas em seu devido lugar. E, mais recentemente, uma situação exatamente igual se deu aqui no Brasil, na fronteira de Roraima com a Venezuela, onde, políticos de direita organizaram centenas de pessoas sobre a alegação de que uma pessoa foi agredida, saindo às ruas como os alemães, agrediram imigrantes, queimaram dois acampamentos e expulsaram mais de 1.500 pessoas do país com a ressalva dos militares golpistas.

É uma situação preocupante que os trabalhadores devem dar a devida importância na análise, pois, sem uma organização forte, sem um programa revolucionário para enfrentar na mesma medida a burguesia que, em crise do sistema capitalista organiza seus cães fascistas, os ataques podem aumentar.