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Um saldo positivo do ato de primeiro de maio, a despeito da tendência a capitulação e conciliação demonstrada no mesmo, pelo caráter despolitizado do ato que as centrais como a força sindical imprimiram, foi o estabelecimento da greve geral contra a reforma da previdência. A paralisação foi marcada pelas 10 “centrais” que compuseram o ato unificado para 14 de junho. Cabe, porém, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) a liderança  e a responsabilidade por este movimento, já que é a central que representa os setores mais ativos da classe trabalhadora no país.

É preciso transformar esta paralisação em um marco para a retomada das mobilizações massivas contra o golpe, contra o governo reacionário, colonial e criminoso que se estabeleceu no país como resultado da fraude eleitoral e que é a razão dos ataques a classe trabalhadora, e derrotar de vez a ditadura e o fascismo que nos rondam. Para isso, a  greve geral tem de superar os limites da reivindicação econômica e tornar-se uma greve efetivamente política, deve abandonar o método de pressão sobre os parlamentares e as instituições estatais para o questionamento do poder estabelecido.

O momento político coloca inevitavelmente o problema do poder, não é possível lutar contra a reforma da previdência e sustentar o governo neocolonial e reacionário de Bolsonaro, não é possível defender os interesses populares e conciliar com as instituições golpistas e sua campanha de perseguição política contra o ex-presidente Lula e muitos outros. Uma medida de pressão não surtirá efeito, mesmo porque o Congresso e governo são totalmente insensíveis ao clamor do povo e sensibilizados ao do mercado.

Só a força organizada do povo pode fazer valer seus interesses. Nesse sentido a campanha pela liberdade de Lula, campanha que leva as massas a chocarem-se com o regime golpista em defesa de seus interesses, assim como o fora Bolsonaro devem se elementos centrais da mobilização.

Os comitês de luta contra o golpe  tem uma tarefa das mais fundamentais neste momento, levantar a palavra de ordem de Liberdade para Lula e Fora Bolsonaro em uma grande campanha de agitação nas ruas, locais de trabalho, junto a massa popular para torná-las elementos centrais do 14 de junho. É preciso organizar as massas por detrás destas bandeiras. A capitulação diante estas reivindicações  significará a derrota do povo brasileiro perante a corja reacionária que usurpou o poder, da parte da esquerda significa a traição aos interesses populares e a auto-destruição.

A cada momento o cerco se fecha mais e não a mais tempo para hesitação, a história do golpe mostrou que somente a força popular; de suas organizações poderiam derrotar o golpe, só a classe trabalhadora organizada pode fazê-lo no interesse próprio e essa é a tarefa dos comitês organizar o povo para a luta política contra a burguesia.

Participe dos Comitês, entre para essa luta.

Saiba mais em alutacontraogolpe.com

 

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