Comitês de Luta contra o Golpe decidem próximo passo: um grande ato no dia do julgamento de Lula

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Em plenária realizada na Esplanada dos Ministérios na quarta (15) pouco antes do ato de registro da candidatura de Lula à Presidência da República, Comitês de Luta contra o Golpe de todo o país decidiram pela realização de um grande ato ainda maior na Capital, quando do julgamento da candidatura de Lula.

Uma hora após a decisão, os Comitês se uniram à marcha de 50 mil pessoas que se dirigia às portas do edifício do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pressionar pela aceitação do registro da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão dos comitês foi transmitida a toda a multidão, quando da intervenção de Antônio Carlos Silva (PCO) no final do ato. Todos os movimentos de trabalhadores que fizeram o uso da palavra ressaltaram seu repúdio ao “Plano B” – o lançamento de uma candidatura de Fernando Haddad e Manuela D’Ávila em substituição à de Lula, legitimando o processo eleitoral golpista. Para o povo é Lula ou nada, como se clamou várias vezes durante a manifestação.

Como de hábito, os golpistas complicam o processo de julgamento e tonam-no pouco transparente, de modo a confundir a população. A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, entrou com um pedido de impugnação da candidatura na manhã dessa quinta (16), argumentando que, nos termos da lei da ficha limpa, Lula estaria inelegível. O encaminhamento do processo depende da decisão da relatoria no TSE, que ainda será definida pela presidente do órgão, Rosa Weber.

A celeridade de Dodge em fazer o pedido é claro indício de que os golpistas têm um plano claro para neutralizar a força política de Lula por meio de sua prisão. No limite, é um sinal de que não há a menor chance de ascensão de uma liderança popular ao poder num contexto de golpe sem um grande movimento popular que lhe dê base política real.

Daí o acerto da decisão tirada na plenária dos Comitês contra o Golpe: a grande manifestação do dia 15 de agosto foi só o início de uma mobilização popular motivada pela candidatura de Lula e que seja capaz derrotar o golpe de estado. Por isso, é hora de intensificar a luta nas ruas, multiplicando os comitês de luta contra o golpe de modo a pressionar as lideranças a empreender uma luta real, e não um teatro eleitoral em que o povo sempre perde no fim.