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Ação do imperialismo
Comitê pela Paz na Venezuela denuncia e repudia ativação do TIAR
Imperialismo e fantoches buscam intervir militarmente no país caribenho através de tratado interamericano
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Ação do imperialismo
Comitê pela Paz na Venezuela denuncia e repudia ativação do TIAR
Imperialismo e fantoches buscam intervir militarmente no país caribenho através de tratado interamericano
Brasileiros que defendem soberania da Venezuela divulgaram nota sobre o TIAR. Foto: Alex Lanz/Flickr
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Brasileiros que defendem soberania da Venezuela divulgaram nota sobre o TIAR. Foto: Alex Lanz/Flickr

Da redação – Reproduzimos a seguir nota do Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela, que denuncia e repudia a ativação do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), a fim de intervir militarmente no país sul-americano como uma manobra do imperialismo para derrubar o governo de Nicolás Maduro e dominar os recursos naturais e econômicos da Venezuela.

O Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela repudia a resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA) para ativar o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) contra o Estado Venezuelano, ocorrida neste último 11 de setembro. A resolução é uma evidente ameaça de intervenção militar estrangeira à Venezuela, tratando-se ao mesmo tempo de um atentado contra a soberania e autodeterminação do povo venezuelano, e de uma ameaça à paz e a integração dos povos da América Latina.

A proposta de resolução foi encabeçada pelos governos da Colômbia e do Brasil, em explícita articulação com o golpista fracassado venezuelano, Juán Guaidó, e com o governo dos Estados Unidos. Tais personagens recuperam este infame tratado – criado durante a guerra fria para facilitar intervenções militares na América Latina sob o pretexto ideológico de combate ao comunismo – para empreender mais uma tentativa golpista de desestabilizar e derrubar o governo legítimo de Nicolás Maduro, atentando frontalmente a Carta das Nações Unidas e os princípios da convivência pacífica, da não-intervenção e da autodeterminação dos povos, contidos em diversos tratados internacionais para resolução de controvérsias.

Ademais, o governo de Jair Bolsonaro mais uma vez mancha a histórica tradição diplomática do Brasil de promover a paz e a integração dos povos da região, e sob justificativas ideológicas, que correspondem aos interesses dos EUA na região, coloca em risco muitas relações econômicas, sociais e políticas que o Brasil tem com a Venezuela.

Nós, organizações membros do Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela e todos os que assinam este manifesto, manifestamos que:
– Defendemos a paz na Venezuela e em toda a América Latina;
– Defendemos a soberania e a autodeterminação do povo venezuelano;
– Repudiamos todas as ameaças de intervenção militar e desestabilização da paz na região;
– Repudiamos todas as sanções econômicas aplicadas à Venezuela, por parte do governo dos EUA;
– Repudiamos todas as tentativas de desestabilização política à Venezuela, por parte da oposição golpista venezuelana, do governo dos Estados Unidos, dos governos do Grupo de Lima, e de qualquer governo ou organismo internacional.

Reiteramos que os problemas da Venezuela devem ser resolvidos pelo povo venezuelano, por meios pacíficos e através de diálogo, neste sentido, apoiamos iniciativas de boa-fé com esse objetivo, como o processo de diálogo de Oslo.

São Paulo, 12 de setembro de 2019.

 

Assinam 

  1. Celso Amorim, diplomata e ex-chanceler brasileiro
  2. Gleisi Hoffman, presidenta do PT
  3. João Pedro Stedile, MST e Via Campesina
  4. Mônica Valente, secretária executiva do Foro de São Paulo e secretária de relações internacionais do PT
  5. Anisio Pires Rodríguez
  6. ABJD – Associação Brasileira de Juristas pela Democracia
  7. Associação Cultural José Martí Rio Grande do Sul
  8. APLB-Sindicato – Associação dos Professores Licenciados do Brasil
  9. Casa da Cultura Carlos Marighella
  10. CEBRAPAZ – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz
  11. Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
  12. Centro Ruy Mauro Marini
  13. Coletivo Abrebrecha
  14. Coletivo Alvorada – MG
  15. Coletivo Feminista Classista “Ana Montenegro”
  16. Comissão de Direitos Sociais e Interlocução Sociopopular da OAB/RJ
  17. Comité Argentino de Solidaridad con Venezuela
  18. Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba
  19. Comitê Gaúcho em Solidariedade ao Povo Venezuelano
  20. Comitê General Abreu e Lima em Solidariedade a Venezuela
  21. Comitê Internacional Lula Livre Zona Norte Buenos Aires
  22. Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade dos Povos
  23. CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras
  24. Consulta Popular
  25. CUT – Central Única dos Trabalhadores
  26. CTB – Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
  27. Eduardo Moreira, advogado
  28. FSM – Federação Sindical Mundial
  29. FIST – Frente Internacionalista dos Sem-Teto
  30. FNL – Frente Nacional de Luta Campo e Cidade
  31. Francisco Pellé, do festival de teatro Lusófono/Grupo Harém de Teatro
  32. FUP – Federação Única dos Petroleiros
  33. Intersindical Central da Classe Trabalhadora
  34. IPDMS – Instituto de Pesquisa Direito e Movimentos Sociais
  35. João Batista Lemos, presidente estadual do PCdoB-RJ
  36. Jornalistas Livres
  37. Juventude Comunista Brasileira
  38. Levante Popular da Juventude
  39. Lúcia Rodrigues, jornalista
  40. Márcia Chevrand, do coletivo Parem de Nos Matar
  41. Milton Pinheiro, cientista político e professor da Universidade do Estado da Bahia
  42. MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens
  43. MAM – Movimento Pela Soberania Popular na Mineração
  44. MCP – Movimento Camponês Popular
  45. Movimento Cultural de Olho na Justiça
  46. MMC – Movimento de Mulheres Camponesas
  47. MMM – Marcha Mundial das Mulheres
  48. MNDH – Movimento Nacional de DIreitos Humanos
  49. Movimiento Octubres
  50. MPSC – Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba
  51. MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores
  52. MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
  53. Nereide Saviani, diretora de formação da Fundação Maurício Grabois
  54. Organização Comunista Arma da Crítica
  55. PCB – Partido Comunista Brasileiro
  56. PCdoB – Partido Comunista do Brasil
  57. PJR – Pastoral da Juventude Rural
  58. Pedro Alem Santinho, coordenador da fábrica ocupada Flasko
  59. Pedro Oto de Quadros, promotor de justiça em Brasília/MPDFT
  60. Raul Carrion, historiador e ex-deputado estadual pelo Rio Grande do Sul
  61. Rede de Médicas e Médicos Populares
  62. Resistência, corrente interna do PSOL
  63. Socorro Gomes, presidenta do Conselho Mundial da Paz
  64. TV Comunitária de Brasília
  65. UBM – União Brasileira de Mulheres
  66. UCB – Unidade Comunista Brasileira
  67. UJC – União da Juventude Comunista
  68. UJS – União da Juventude Socialista
  69. UNEGRO – União de Negros pela Igualdade