Centralismo democrático
Partido se reúne para discutir a política para o próximo período, a campanha nas eleições, debater a conjuntura e tirar uma agenda de atividades para impulsionar as lutas no País
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Desde o começo da pandemia, compromisso revolucionário se manteve no Partido | Foto: Arquivo/DCO

Começa neste sábado (21), a 31ª Conferência Nacional do PCO. Realizada em São Paulo, no Centro Cultural Benjamin Péret, a conferência do Partido será acompanhada também pela internet, contando com a participação presencial e virtual de militantes do PCO de todo o País, e também do exterior. Na pauta principal, a questão eleitoral, o crescimento partidário e o calendário das próximas atividades a serem desenvolvidas pela militância.

Com o resultado do primeiro turno definido e os arranjos se desenvolvendo, tanto os partidos da direita quanto os da esquerda apresentam posicionamentos que ilustram a próxima etapa da luta política no Brasil, para além da situação eleitoral.

Por isso, o Partido fará um balanço geral da situação do País, debatendo também a atividade realizada pelo PCO no âmbito das eleições, uma campanha totalmente diferente das dos outros partidos, sejam eles de direita e mesmo de esquerda.

Independente da quantidade de votos, o período eleitoral já marcou uma acentuada mudança no tratamento dispensado pela burguesia ao Partido, mais agressiva do que jamais vista até então, refletindo também a dificuldade do regime político, em profunda e crescente crise, lidar com um partido com as características do PCO.

 

Burguesia sobe o tom contra política do Partido

Ataques dos mais diversos foram vistos, calúnias contra a política defendida pelo Partido, contra os candidatos, censura em um infinidade de oportunidades, pelo menos dois debates com o companheiro Luiz Delvair, em Porto Alegre, contra a candidatura do PCO no Recife (defendida pelo companheiro Victor Assis), exclusão do Partido em debates como o promovido pela rede pública de televisão da Bahia (do governador Rui Costa).

Candidato do Partido à prefeitura da segunda maior cidade do País, o Rio de Janeiro, Henrique Simonard lembra que o tom jocoso que marcaram a cobertura feita pelos órgãos da imprensa golpista na Cidade Maravilhosa:

“Por um lado, a população aceitou muito bem nossa campanha. Quando panfletamos na Central, duas moças que estavam sendo pagas para panfletar por um candidato bolsonarista à vereança, gostaram  do nosso programa e panfletaram com a gente ao final do expediente. Por outro lado, a imprensa burguesa fez de tudo para rebaixar e ridicularizar a campanha, indo ao ponto de tentar ridicularizar o fato de eu votar na Zona Sul. Até o fato de eu ser botafoguense e ter ido votar no Flamengo foi motivo de deboche.”

PCO ameaça regime cada vez mais frágil

Em outro momento esclarecedor da verdadeira ditadura que vive o País, em Maceió a candidatura do Partido foi impedida pela burocracia. Em entrevista a este Diário Causa Operária, a candidata Nina Tenório destacou que a justiça eleitoral alagoana “simplesmente se negou, sequer quis inventar uma desculpa, dizendo que o juiz já tinha determinado que não ia aceitar nossa candidatura”.

Ainda sobre o evento do registro da chapa, “ele (o funcionário do cartório eleitoral) expulsou o militante, um militante bem jovem e que foi acusado, pelo funcionário do cartório, de ser massa de manobra do Partido, que ainda disse, de maneira alterada e ditatorial, que o jovem militante não sabia em que estava se metendo. Era claramente um elemento bolsonarista.”

Embora grotescos, estes ataques devem analisados politicamente, com o momento da luta de classes em mente e a evolução da crise que vive o Brasil desde o golpe, que neste ano, ganhou um impulso avassalador com a emergência da pandemia do coronavírus.

Com o País se aproximando dos 6 milhões de infectados pelo Covid-19, ficou evidente para a população o caráter ditatorial do regime político que permite um número tão expressivo de doentes, além de um número superior a 168 mil mortos, e isto, segundo as duvidosas estatísticas oficiais.

Assistindo o genocídio se alastrar sobre a população, afetando quase exclusivamente a classe trabalhadora, os governos, em todos os níveis da administração pública, demonstraram um total descaso com a vida do povo, tendo suas ações divididas entre pura demagogia “científica” (como o “fique em casa”) e a repressão direta contra as camadas mais pobres da classe trabalhadora e da pequena burguesia, através de mecanismos como o lockdown.

Em meio a esta conjuntura, já em si muito ruim, a crise econômica que se arrasta desde o começo da década e aprofundou-se após o golpe de 16, sofreu um vertiginoso impulso. Com ameaça da maior retração econômica já registrada na economia nacional, mais de 70 milhões de brasileiros estão hoje desocupados, com 14% da força de trabalho oficialmente reconhecida como desempregada.

Compromisso com a revolução socialista

Em uma situação onde a falência do regime político explode por cada poro do tecido social, a política defendida pelo PCO representa, naturalmente, uma ameaça à estabilidade da ditadura burguesa, maior do que a capacidade da direita em controlá-la pelas vias tradicionais.

Todos esses pontos devem ser considerados para uma compreensão mais profunda do momento histórico que atravessamos, devendo ser, portanto, alvo de um intenso debate entre os militantes que estão construindo a mais destacada ferramenta de luta da classe trabalhadora brasileira: o Partido da Causa Operária.

Orientado pelo princípio do centralismo democrático, o PCO convoca sua militância a construir, de maneira coletiva, a compreensão teórica deste momento para, consequentemente, definir um conjunto de ações a serem tomadas para intervir na luta  política, em favor dos interesses da classe trabalhadora.

Através deste princípio reforça-se o caráter revolucionário do Partido, pelo esclarecimento da militância, pelo acúmulo de forças e pelos processos internos democráticos, que contribuem para a educação política plena dos militantes.

A decisão sobre os rumos da política do Partido posta na ação conjunta da militância, reforça ainda o aspecto democrático do PCO e delimita campo em relação aos outros partidos de esquerda, que por uma via inversa, tem um processo de decisões políticas marcada por dirigentes burocratas, verdadeiros sábios que batem o martelo sobre quem apoiar nas eleições sem sequer consultar a militância, produzindo crises como as que o período eleitoral revelou em todos os grandes partidos da esquerda pequeno-burguesa com representação parlamentar.

PT, PCdoB, Psol, todos viram-se atingidos por crises que, finalmente, são resultado dessa característica desses partidos. E para manter a força da política revolucionária, que nestes dias 21 e 22 de novembro, militantes do PCO no Brasil e no mundo, estarão reunidos para decidir, coletivamente, o que fazer, mantendo sempre em perspectiva, a política do Fora Bolsonaro, da frente única dos trabalhadores com Lula presidente, do governo operário e da mobilização de massas para garantir a conquista desses objetivos.

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