Paralisação
Neste domingo,trabalhadores da COMCAP, junto a população, realizaram um grande ato contra os ataques de Gean Loureiro aos trabalhadores
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Trabalhadores e população marcham juntos | Foto: Sintrasem
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Trabalhadores e população marcham juntos | Foto: Sintrasem

O ataque promovido pelo prefeito golpista  Gean Loureiro do Democratas  à empresa pública que presta serviços de limpeza na capital catarinense, transformou-se numa guerra para destruir a organização dos trabalhadores: o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (SINTRASEM), que manteve a greve dos trabalhadores da Comcap, iniciada no dia 18 de janeiro, até está segunda-feira (1º).

Entre as armas usadas pelo prefeito golpista estão, o amplo apoio da imprensa burguesa, do Judiciário golpista e grupos fascistas, estatais ou paraestatais.

Gean Loureiro, do DEM – partido que a esquerda apresenta como democrático para apoiar os golpistas no Congresso – tem a permissão do Judiciário para demitir trabalhadores grevistas. Há ainda ameaças de que a direção do Sindicato possa ter a prisão decretada.

 

Maior ato da história da Comcap

Do outro lado, trabalhadores, suas famílias e a população de Florianópolis, indignados com o ataque aos trabalhadores da COMCAP e em defesa do serviço publico, ocuparam as ruas de Florianópolis em defesa dos direitos da categoria e da Comcap 100% pública. Mais de 5 mil pessoas, segundo o balanço apresentado pelo sindicato, tomaram a Beira-mar Continental, no maior ato dos 45 anos de história da Comcap.

A Polícia Militar proibiu a passagem dos manifestantes pela Ponte Hercílio Luz, que fica aberta aos finais de semana só para pedestres, sob a desculpa de que “comprometeria a estrutura da ponte”. Numa clara atuação política, pois quando a ponte foi inaugurada, cerca de 50 mil pessoas compareceram ao evento e não houve a mesma “preocupação”.

Os trabalhadores ficaram durante 12 dias em greve, lutando pela revogação da lei do prefeito golpista, que ataca os direitos dos trabalhadores da Comcap, e entrega a limpeza pública da capital para empresas privadas.

Loureiro, por sua vez, usa de todo o seu arsenal para calar a voz dos trabalhadores. Já chamou os garis que fazem a coleta do lixo e as margaridas que varrem as ruas de privilegiados. E agora tenta taxá-los como criminosos e terroristas por resistirem contra a retirada de direitos.

Aqui se mostra uma clara disposição de luta da classe operária, uma vez que as suas organizações chamam-lhe para o enfrentamento. A tendência de luta dos trabalhadores se expressa em uma mobilização combativa. É importante e necessário que os sindicatos encarem a greve como um exemplo a ser seguido, é necessário uma greve geral de todas as categorias, contra Bolsonaro, Loureiro, todos os golpistas e por Lula Presidente.

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