Duas vacinas combinadas
Segundo o diretor do Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia de Gamaleya, a vacina combinada da empresa britânico-sueca (AstraZeneca) e da Rússia (Sputnik V)
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Sputnik V, primeira vacina lançada contra o coronavírus. | Reprodução
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Sputnik V, primeira vacina lançada contra o coronavírus. | Reprodução

Segundo o diretor do Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia de Gamaleya, Alexandr Guintsburg, a vacina combinada da empresa britânico-sueca (AstraZeneca) e da Rússia (Sputnik V) pode gerar imunidade por dois anos contra o novo coronavírus, causador do COVID-19.

“Como resultado do uso desta vacina híbrida de dois componentes, as células de memória se formarão melhor, e a vacina obviamente protegerá os vacinados não por três ou quatro meses, mas por pelo menos dois anos, embora, é claro, mais trabalho será necessário para provar isso experimentalmente”, afirmou Guintsburg nesta segunda-feira, 28, em entrevista para a rede de televisão Rossiya 24 e reproduzida pela agência local TASS.

De acordo com o cientista, se um componente da vacina for injetado duas vezes, sua eficácia cai drasticamente com a segunda administração. Contudo, com uso de dois componentes distintos, se a imunidade desenvolvida na primeira vacinação não interferir no segundo componente, provoca uma eficácia muito alta da vacinação e seu efeito a longo prazo. Ainda segundo ele, a farmacêutica AstraZeneca deve realizar a terceira fase dos ensaios clínicos de sua vacina nos países que utilizarão o medicamento combinado.

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