Último ataque de 2020
No apagar das luzes do último ano, Bolsonaro restringiu o Benefício de Prestação Continuada somente para brasileiros que recebem menos de um quarto de salário mínimo
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Bolsonaro | Foto: Reprodução

O último ato de Jair Bolsonaro como presidente no ano de 2020 foi o de impossibilitar que cerca de 500 mil idosos e deficientes passassem a receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Por meio de uma medida provisória, Bolsonaro barrou o texto que permitiria que para que recebesse o auxílio bastava que a família do indivíduo idoso ou com algum tipo de deficiência recebesse até meio salário mínimo.

No ano passado, na realidade, o valor de corte do BPC já era de no máximo um quarto de salário mínimo por família. No entanto, um artigo da lei do auxílio emergencial permitia que o benefício fosse ampliado para quem recebesse até meio salário, sendo justamente esse artigo que agora não tem mais validade por conta da MP de Bolsonaro.

Segundo a imprensa burguesa, havia discordância dentro do próprio governo sobre a questão, tendo parcelas que, temendo uma crise maior ainda, quisessem que o benefício tivesse maior abrangência. No entanto, era justamente a ala ligada a Paulo Guedes que acabou por dar a palavra final e impedir que mais pessoas tivessem acesso ao BPC.

É importante ressaltar que o ministro da cidadania, Onyx Lorenzoni, assinou o documento junto de Jair Bolsonaro. Lorenzoni é filiado ao DEM, mesmo partido de Rodrigo Maia, o que demonstra mais uma vez o quão absurdo é o apoio da esquerda a essa ala do congresso em uma suposta “oposição” a Bolsonaro, que não existe na prática.

Tanto o DEM quanto Bolsonaro e toda a direita golpista, só tem como objetivo a destruição dos direitos da população em benefício da burguesia, principalmente da burguesia imperialista. Sendo assim, não há como se opor a um se aliando ao outro. É preciso combater toda a direita de conjunto e impedir mais destruição contra a população brasileira.

A MP veio exatamente na hora em que os auxílios emergenciais estão se encerrando, o que configura um duplo ataque aos mais pobres, que perderão de uma só vez a possibilidade de contar com dois auxílios diferentes.

Com isso, o governo diz que economizara 5,8 bilhões de reais neste ano. No entanto, não houve nenhuma preocupação em conter os gastos do estado quando Bolsonaro deu 1,2 trilhão para os banqueiros logo no início da pandemia. 1,2 trilhão para quem é rico e só se preocupa com o lucro é um gasto mais importante para Bolsonaro do que a vida de 500 mil brasileiros que não podem mais trabalhar, mas têm o “privilégio” de receber mais de um quarto de salário mínimo por família!

O país beira os 100 milhões de miseráveis, em meio aos maiores recordes de desempregados da história do país. Como se isso não bastasse, os brasileiros tem de conviver novamente com a inflação altíssima, que atinge principalmente os preços dos alimentos básicos – a cesta básica aumentou 35% somente em um ano – e mais consumidos pela população. A restrição ao benefício só vai agravar ainda mais esse quadro, aumentando mais os males contra o povo em meio à pior tragédia da história do país.

Soma-se a isso tudo as 200 mil mortes oficiais causadas pelo coronavírus (300 mil mortes prováveis), enquanto o governo federal e os governos estaduais nada mais fazem do que criar disputas fictícias sobre uma vacinação que pode simplesmente virar lenda e não ocorrer no Brasil.

Enquanto o povo sofre, a fortuna dos bilionários brasileiros sobe. Apenas até setembro do ano passado, sua fortuna havia crescido 33%. Isso não é à toa. O crescimento das fortunas da burguesia está relacionado à destruição da condição de vida da população. O golpe de estado propiciou que os vampiros da burguesia suguem ainda mais os trabalhadores, até a morte, para poder terem viver ainda melhor do que já viviam.

A atitude de impedir a ampliação do BPC no apagar das luzes de 2020 por parte de Bolsonaro, será apenas mais um ataque contra o povo. Caso não seja derrubado pela população nas ruas, o ano de 2021 será mais um ano em que esses ataques contra os brasileiros acontecerão diariamente.

É preciso fortalecer a luta pelo fora Bolsonaro, organizando os trabalhadores e demais oprimidos no Brasil para que eles saiam às ruas exigindo sua derrubada. Essa é a única política possível de ser feita em real oposição a Bolsonaro, não a aliança com o partido de Onyz Lorenzoni e com os demais partidos golpistas, como MDB e PSDB, na Câmara.

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