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Com privatização, PSDB expulsa o povo do complexo do Pacaembu
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Com privatização, PSDB expulsa o povo do complexo do Pacaembu
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A prefeitura neoliberal do PSDB de São Paulo, entregou no dia 08 de fevereiro de 2019, a concessão do complexo do estádio do Pacaembu, Estádio Municipal que leva hoje o nome do “Marechal da Vitória”, Paulo Machado de Carvalho -chefe da delegação brasileira nas vitoriosas campanhas das Copas de 1958, na Suécia, e de 1962, no Chile – para um Consórcio Patrimônio SP, formado pela Progen (Projetos Gerenciamento e Engenharia S.A) e a Savona Fundo de Investimentos em Participações.

O consórcio, que aparentemente teria apresentado a “melhor” proposta financeira pelos 35 anos de concessão do estádio, no valor de R$ 111,18 milhões, faz parte de todo um programa de desestatização do governador bolsonarista, João Doria, um verdadeiro fascista que está entregando todo patrimônio público aos capitalistas estrangeiros e seu “prefeito pupilo”, Bruno Covas. O valor “mínimo” fixado para entrega era  R$ 37,45 milhões e os demais concorrentes apresentaram as seguintes propostas financeiras: Consórcio Arena (R$ 88,45 milhões); Wtorre (R$ 46,84 milhões); e ConstruCap (R$ 44,81 milhões).

A empreitada neoliberal prevê a demolição do tobogã, arquibancada inaugurada no início da década de 70 em substituição à histórica concha acústica, toda arquitetura que marcou a história do local. No seu lugar será erguido um prédio de cinco andares (mais quatro subsolos), com 44 000 metros quadrados de área construída. Do nível do gramado para cima, os dois primeiros pavimentos serão alugados para escritórios e firmas de serviços, como bares e restaurantes. A ideia é buscar companhias de coworking e empresas da economia criativa. Na alimentação, a expectativa é atrair estabelecimentos de vários segmentos e preços. Também haverá uma área de arquibancadas provisórias e espaço para UFC. A típica atividade dos “novos empreendedores” que desprezam a história para supostamente construir algo mais “cool”.

O consórcio vitorioso no arremate criminoso para os interesses do povo, afirmou que já tinha toda a documentação, incluindo integralização de capital e uma carta de seguro, porém, um fato que passaria despercebido, recorrente dos negócios dos capitalistas ladrões do patrimônio público, surgiu e apenas a imprensa operária reparou em tal “deslize”.  Eis que Prefeitura errou o tamanho do Pacaembu em 10 mil m² e a concessão vai atrasar.

A Prefeitura, que ofereceu por R$ 200 milhões a entrega desse local histórico para o povo de São Paulo, assim cedendo o projeto com a diferença de quase R$ 100 milhões, agora aceitará o suposto pagamento restante em 10 anos. 

Em meio ao Golpe de Estado, nos vale aqui esmiuçar quem são essas empresas de “grandes engenheiros”, de confiança do governo, mas que erram no cálculo do próprio patrimônio que está sendo entregue.

A empresa Progen, se coloca como a 4ª maior empresa do ramo no país, sendo a maior com capital 100% nacional, capaz de “fornecer uma ampla gama de soluções para todo o ciclo do empreendimento (Engenharia, Suprimentos, Gerenciamento da Construção, Fornecimento de EPC ou EPCM, Manutenção, Projetos Estruturados), para clientes dos mais diferentes portes e ramos de atuação”. Dos principais projetos de infraestrutura da Progen, quatro são ligados ao setor portuário, dois ao ferroviário e um ao aeroportuário. O aeroporto que a Petrobras no Guarujá, litoral sul de São Paulo. Agora, e, como não poderia deixar de ser, das concessões dos aeroportos e da expansão do Metrô de São Paulo – do Trensalão tucano que nunca será investigado.

Já a empresa Savona Fundo de Investimentos em Participações, gerida pela RIVIERA ASSET – Asset Management é a gestão de recursos de terceiros executada por bancos ou empresas criadas especificamente com essa função e que são legalmente constituídas e supervisionadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), tem atuação focada nos segmentos de Fundos estruturados, notadamente: Imobiliário, Crédito Privado, Renda Variável, Agronegócio e Infraestrutura. São empresas privadas de grandes capitalistas nacionais, serviçais de banqueiros e da burguesia imperialista em nosso país.

Para gerar “atratividade financeira privada”, o grupo empreendedor formado pelas empresas Progen e Savona Fundos de Investimentos, prometeu investir outros 300 milhões de reais no complexo.

Sendo essas empresas ligadas aos grandes capitalistas internacionais, errando cálculos do patrimônio que envolvem a própria compra, podemos acreditar que há algo de bom para os trabalhadores?

A realidade é que  PSDB privatizou o Pacaembu para transformar todo o complexo em um centro comercial onde os empresários irão lucrar, onde antes o povo podia desfrutar (mesmo com os impedimentos recentes por parte da política bolsonarista, de sucateamento) de momentos de lazer e esporte gratuitamente. A conclusão catastrófica é que a capacidade do estádio vai diminuir, vai ter menos jogos, tudo para os capitalistas ganharem dinheiro com casamentos e bufês, colocando o “povão” para fora.