Com permissão de Trump, Israel ataca Síria

Midlle Esat chart

Nesta quinta-feira as forças israelenses desfecharam um ataque contra várias posições iranianas no território da Síria. Foram lançados um total de 70 mísseis, sendo que 60 foram lançados a partir de 28 aviões e os dez restantes eram mísseis terra-a-terra. O porta-voz das forças israelenses declarou que o ataque foi em retaliação a um ataque dos iranianos às suas forças nas Colinas do Golan (território da Síria ocupado por Israel desde 1967). O ataque incluiu sistemas de defesa antiaérea da Síria, fato este confirmado pela agência estatal de notícias SANA.

Os ataques israelenses ao território sírio têm se acelerado de modo preocupante desde que ficou evidenciada a derrota estadunidense e o conflito parecia dirigir-se ao seu final. A promessa do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de diminuir as aventuras de seu país no exterior está definitivamente quebrada e ele parece se sentir bem confortável no regaço do sionismo enquanto aviva junto com este e o Rei Salman da Arábia Saudita as chamas do incêndio no Oriente Médio. Este último ataque israelense levado a cabo sob um pretexto falso ocorre a dias de o Partido Hezbollah ter obtido vitória nas eleições libanesas e da denúncia unilateral por parte dos Estados Unidos do acordo com o Irã sobre armas nucleares. Parece indicar que Israel está disposta, apesar dos revezes, a continuar a lutar contra a consolidação do “Eixo da Resistência” (Irã, Iraque, Síria e agora o Líbano) que a partir de agora constitui uma faixa terrestre contínua desde Teerã até Beirute a cerca de 100 Km de Tel Aviv (conforme Lejeune Mirhan).

Com conhecidos sionistas em posições chaves na política externa, alguns já consideram Trump como o mais pró sionista dos presidentes estadunidenses. O desdém que ele tem demonstrado em relação aos vassalos europeus cujo descontentamento já é público, os problemas internos que continuam se acumulando, o estado insustentável do sistema financeiro e o desprezo explícito com que trata o restante do mundo faz com que uma guerra ainda durante este mandato de Trump não seja uma hipótese absurda.