Com o golpe de Estado a situação dos Índios fica ainda pior

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No mês de abril no dia 19, comemorou-se o dia do Índio, que na realidade não tem muito a comemorar. Nestes dois anos de governo golpista, muito pouco foi feito, Temer não tem assinado nenhuma nova demarcação de terras indígenas, sendo que era uma tradição dos governos anteriores assinar demarcações na semana do Dia do Índio.

Mesmo os períodos de maior estabilidade política em nosso país, foram marcados por muita resistência dos índios, a longa lista de retrocessos já promovidos pelas forças que levaram e sustentam Temer no poder é interpretada por lideranças indígenas e especialistas como uma verdadeira declaração de guerra contra essa população.

O governo golpista de Temer é agressivo ao ponto de entregar para a bancada ruralista, ou seja, para um coronel do agronegócio que já domina as verbas bilionárias das políticas e órgãos públicos voltados ao agronegócio, o controle da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Em paralelo, a Funai também sofre com a falta de verbas, como mostra o gráfico do Inesc, abaixo. Apesar de o orçamento ter aumentado nos últimos anos, a previsão para 2018 ainda está entre as mais baixas dos últimos 12 anos e é pouco expressiva diante das demandas acumuladas em todo o território nacional. Somente em 2017, a Funai perdeu quase 20% de seu corpo técnico.

Segundo os indígenas, o governo barganhou com os coronéis Ruralistas, quando Temer assinou o Parecer 001/2017 da Advocacia-Geral da União (AGU), publicado em 20 de julho de 2017. Que parou com as demarcações das terras indígenas  Menos de duas semanas depois, a Câmara dos Deputados votou e livrou Temer de inquérito por corrupção passiva apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O movimento indigenista denuncia que a assinatura do Parecer foi uma das negociatas golpistas com bancada dos coronéis ruralista obteve para poupar o presidente da investigação.

Outro fator importante, que faz parte do circo de horrores, da situação dos índios que se aprofundou com o golpe de Estado, é o aumento da pobreza na região Amazônica e o fim da distribuição de terras para os camponeses pobres, com a falta de empregos por exemplo na construção civil, essas pessoas tendem a ir procurar trabalho em madeireiras e garimpos, o que também aumenta o assedio as terras indígenas e a violência. Como demostra o gráfico.

Derrotar o golpe de estado e fundamental para ao conjunto dos trabalhadores, para todos os oprimidos de nosso país.