Com o golpe a “escola sem partido” está na ordem do dia

Mourão fala durante evento em São Paulo

O aprofundamento do golpe e as eleições fraudulentas colocaram no poder o presidente ilegítimo, Jair Bolsonaro, e o seu vice, o general Hamilton Mourão (PRTB), que declararam guerra aos professores e prega pensamento direitista nas escolas.

O militar fascista diz que os professores tem “formação marxista”, pois promovem o debate nas escolas, por isso, defende a revisão bibliográfica nas escolas, principalmente as disciplinas de história e geografia. Mourão quer recontar a ditadura militar, pois como já vimos, o Ministro Dias Toffoli disse: o golpe de 1964 pode ser chamado de “Movimento de 1964”.

Uma escola sucateada, onde há poucos debates, pois o currículo “reprime” os professores, os golpistas de plantão querem reescrever a história. Querem acabar com o mínimo de debate que ocorre em algumas aulas e em alguns períodos, como por exemplo, durante as eleições. O fundamento do conhecimento deve ser a ampliação do debate nas escolas e não o cerceamento e perseguição aos alunos e professores progressistas.

A intenção do golpe é igual a de 1964, calar todas as vozes dissonantes, primeiro pelo terror e depois pela força, por isso, se coloca na ordem do dia a criação de Comitês de Luta contra o golpe em todas as escolas para lutar contra o avanço da direita fascista.