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“Novo AI-5”
Com medo da reação popular, direita ameaça instaurar ditadura
É preciso impedir essa ditadura da direita golpista e tomar as ruas levantando a palavra de ordem Fora Bolsonaro!
23/11/2019 Cerimônia de celebração do 74° aniversário de cr
“Novo AI-5”
Com medo da reação popular, direita ameaça instaurar ditadura
É preciso impedir essa ditadura da direita golpista e tomar as ruas levantando a palavra de ordem Fora Bolsonaro!
Foto: Marcos Corrêa/PR
23/11/2019 Cerimônia de celebração do 74° aniversário de cr
Foto: Marcos Corrêa/PR

Direto de Washington, capital dos EUA, Paulo Guedes, ministro da Economia do golpista Jair Bolsonaro, afirmou durante uma entrevista coletiva: “não se assustem então se alguém pedir o AI-5. Já não aconteceu uma vez? Ou foi diferente?” Mais para frente na entrevista, Paulo Guedes tentou voltar atrás na afirmação, mas o recado do governo de que ele faz parte já estava dado.

O ministro que arquitetou a demolição da Previdência, que consiste no roubo das aposentadorias de milhões de trabalhadores brasileiros para contentar banqueiros, referia-se a uma fala do ex-presidente Lula. O político petista saudou as mobilizações que estão acontecendo nos outros países da América Latina, indicando desde já seu apoio a eventuais mobilizações com o mesmo caráter que venham a acontecer no Brasil.

Por isso Guedes esbravejou na frente das câmeras: “é irresponsável chamar alguém pra rua agora pra fazer quebradeira. Pra dizer que tem que tomar o poder. Se você acredita numa democracia, quem acredita numa democracia espera vencer e ser eleito. Não chama ninguém pra quebrar nada na rua. Ou democracia é só quando o seu lado ganha?”

 

Falas de Eduardo Bolsonaro

Essas falas de Paulo Guedes não foram as primeiras nesse sentido vindas do bolsonarismo. O filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, já havia dito em entrevista à jornalista Leda Nagle no YouTube, no final de outubro, que um “novo AI-5” seria uma resposta à “esquerda”, referindo-se a protestos contra o governo em geral, o que ele chamou de “esquerda se radicalizar”. Dias antes, no Congresso, o deputado falou sobre a “história se repetir” caso houvesse no Brasil mobilizações como as do Chile.

 

Excludente de ilicitude e GLOs

A extrema-direita, contudo, não fica apenas na ameaça. Os golpistas estão tomando providências para reprimir brutalmente a iminente reação popular e operária à catástrofe nacional criada pela direita. Jair Bolsonaro anunciou um Projeto de Lei durante a fundação de seu novo partido, a Aliança Pelo Brasil, isentando agentes de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) de serem punidos por excessos, incluindo homicídios. Ao mesmo tempo, o golpista já avisou que pretende usar operações desse tipo em caso de manifestações. Juntando-se essas declarações temos o quadro completo: Bolsonaro pretende colocar agentes com permissão para matar para reprimir protestos.

Além disso, Bolsonaro anunciou essa semana que pretende criar as “GLOs do campo”, alegando que os governadores demorariam para cumprir ordens judiciais de reintegração de posse em assentamentos de trabalhadores sem terra. Novamente, juntando essa informação ao conteúdo da Proposta de Lei proposta por ele, trata-se de uma preparação para um banho de sangue. Bolsonaro quer colocar as forças do Estado para agir como os bandos paramilitares de extrema-direita da Colômbia, matando e reprimindo a população pobre do interior em todo o país.

 

Impedir a ditadura

A extrema-direita quer impor uma ditadura contra os trabalhadores. Do ponto de vista da direita golpista, isso é necessário para impor um programa neoliberal. É isso o que Bolsonaro está preparando com sua lei de excludente de ilicitude e operações de GLO, buscando se antecipar aos acontecimentos ao ver o que está acontecendo no resto do continente.

A política da direita golpista é um perigo para a grande maioria da população, e por isso precisa ser impedida. É preciso se mobilizar contra o governo enquanto isso é possível, aproveitando a tendência à mobilização contra o golpe que existe no país. É hora de tomar as ruas com a palavra de ordem que concentra todos os pontos de oposição ao governo atual, a palavra de ordem que já está nas ruas: Fora Bolsonaro!