Educação
O impasse causado pela resistência aos planos de retomada das aulas faz com que a burguesia retome a propaganda em torno do Ensino à Distância.
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A burguesia retoma a propaganda em torno do ensino remoto. | Reprodução/Agência Brasil.

A burguesia pressiona os governos para a retomada das atividades pedagógicas nas escolas de ensino básico e universidades, mesmo que a pandemia do coronavírus esteja totalmente fora de controle. A crônica subnotificação dos dados dificulta uma análise precisa do tamanho da catástrofe que se assola o país, mas,segundo os dados oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde, são 4.732.309 casos confirmados e 141.776 óbitos até o momento.

Os alunos, professores, funcionários da educação e pais resistem aos planos de reabertura, pois compreendem o perigo que representa de expansão da pandemia, o que vai acarretar no aumento no número de mortes. Em cerca de 20 dias de reabertura, a rede estadual de Manaus registrou 342 professores infectados e diversas escolas públicas se tornaram vetores de transmissão do vírus.

Com o impasse nessa questão, a burguesia retomou a campanha de propaganda em relação à implementação do Ensino à Distância (EaD) nas escolas. Na rede estadual de Santa Catarina, decidiu-se pelo não retorno às atividades presenciais em 2020. Contudo, foi elaborado um plano de atividades chamadas de apoio pedagógico, onde os professores terão que receber os alunos para prestar auxílio nos estudos.

Como forma de promover o EaD, a imprensa capitalista publica matérias que apontam os supostos benefícios do ensino remoto, como melhorias no aprendizado para alunos “tímidos” em sala de aula, participação ativa dos país em casa junto aos filhos, linguagem mais adaptada ao contexto dos alunos e facilidade em manter a concentração. Inclusive, afirma-se que o EaD preparar os jovens para o mercado de trabalho e abre um leque de novas experiências pedagógicas. É evidente que as supostas melhorias do ensino remoto são farsas, principalmente em um país como o Brasil.

É necessário manter a suspensão das aulas até que haja uma vacina no país. A juventude, os professores e demais trabalhadores da educação não devem ser expostos à contaminação pelo coronavírus. As seguidas tentativas e planos de reabertura, elaborados pelos governos burgueses, precisam ser respondidas com a mobilização nas ruas.

A única política que realmente beneficia a juventude é a suspensão das aulas. Os governos burgueses jamais se preocuparam com o aprendizado. Se o fizessem, as escolas não seriam verdadeiras sucatas, tamanho seu grau de deterioração. A demagogia em torno da perda de conteúdo não passa de uma chantagem para tentar forçar a aceitação do retorno às aulas no meio da pandemia. As afirmações de que os equipamentos de proteção individual serão disponibilizados são mentirosas, pois não se garantem as mínimas condições adequadas normalmente.

 

 

 

 

 

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