Com governo golpista, 90% das universidades federais têm perda no orçamento

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O governo golpista cortou verbas das universidades federais do Brasil em 2017, 90% delas tiveram perdas no repasse em relação a anos anteriores. Os cortes se dão principalmente no orçamento discricionário, ou seja, não obrigatório, que excluem os salários dos professores e funcionários etc. Em sete anos (de 2010 à 2017) o repasse de verbas não obrigatórias encolheu 28,5%. É necessário considerar que neste mesmo período o número de estudantes atendidos pela rede federal cresceu cerca de 10%. Essa política está inviabilizando qualquer ensino de qualidade e mesmo a existência da Universidade pública.

O repasse de 2017, da ordem de R$ 6 bilhões, feito pelos golpistas, foi o menor em números absolutos em sete anos, isso sem considerar que número de estudante na rede Federal, cresceu neste período. O número de matrículas na rede Federal em 2010 foi de 849.727, já em 2016 foi de 1.072.379, quer dizer que o repasse em 2017 para atender uma rede de mais de 1 milhão de estudantes foi menor que o de 2010 que atendia 800 mil.

O orçamento discricionário, não obrigatório serve para atendimento das infraestrutura básica da Universidade e para a bolsas de permanência estudantil, sobretudo do programa de cotas. Os cortes afetam desde a limpeza à paralisação de obras expansão universitária, de limitação de xerox à alimentação e permanência dos estudantes pobres.

Para se adequar ao orçamento reduzido as Universidades têm demitidos trabalhadores terceirizados, o que impacta sobremaneira na infraestrutura, bem como reduzido o oferecimento ou o valor de bolsas de estudo. A Universidade do Sul e sudeste do Pará reduziu em 25% o valor da bolsa para estudantes de baixa renda, de R$ 400 reais para R$300. A Universidade do Triângulo Mineiro reduziu o teto da renda para pagar o auxílio, se tinha direito antes que tivesse renda familiar per capita de até R$ 1.431, agora tem que ser igual ou inferior a R$ 754, menos que o salário mínimo. Na UnB os cortes impactaram mesmo na alimentação dos estudantes, sem subsídios o preço do almoço na Universidade dobrou, a mesma instituição encerrou contrato de 1.100 estagiários. Essa situação de calamidade se reproduz na maioria da Universidades Federais do país.

É  uma política de destruição de toda a rede universitária federal, com vistas, logicamente, a privatização do sistema. Esse é mais um crime de lesa-pátria cometido pelos golpistas.