Farsa e fraude
Sem mobilização e fora da realidade, campanha da esquerda acaba por facilitar a fraude organizada pela direita golpista.
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Dezenas de milhares de mortos como resultado da política genocida da direita | Foto: Reprodução

A campanha eleitoral deste ano, se desenvolve como umas maior farsas dos últimos tempos.

As eleições se dão no momento em que o País tem quase 160 mil mortos (“oficiais”), mais de 41 milhões  de trabalhadores entre desempregados e “desocupados – segundo os dados do próprio IBGE -, bate todos os recordes de fome com mais de 74,5 milhões brasileiros (cerca de 1/3 de sua população) situados entre os que sofrem de “deficit alimentar”, ou seja, passam fome e quando acaba de ser anunciado, pelo Anuário de Segurança Pública, um novo recorde de mortos pela Polícia com mais de 6.300 pessoas assassinadas, cerca de 80% dos quais negros.

Em meio a essas e outras desgraças que se abatem sobre o povo brasileiro, em plena disparada do custo de vida, fazendo os salários recuarem aos níveis mais baixos dos últimos tempos, quando o País está sendo devastado em todos os sentidos para favorecer um punhado de banqueiros e grandes capitalistas, a campanha eleitoral mais antidemocrática das última décadas se concentra em problemas secundários (diante da gravidade da situação).

Como temos explicado em nossas atividades nos bairros, entrevistas e debates, a quase totalidade dos candidatos se comportam como se fossem médicos que, procurados por pacientes gravemente enfermos, não apresentassem qualquer medida real de tratamento, mas sugerissem  aos seus pacientes a necessidade de mudar o penteado, usar uma nova cor de esmalte ou coisa do gênero, ou seja, deixar de tratar da questão essencial e buscar iludir os enfermos com falsas e inúteis “soluções”.

Os candidatos da direita golpista e sua venal imprensa golpista evitam debater os graves problemas nacionais, muitas vezes alegando que não são “assuntos municipais”, obviamente, por sua responsabilidade pelo regime imposto pelo golpe de Estado  que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, condenou e prendeu ilegalmente a maior liderança popular do País, o ex-presidente Lula, armou a eleição fraudulenta de 2018 em que todos eles apoiaram Bolsonaro para evitar a vitória eleitoral da esquerda. São sócios, majoritários ou minoritários, da aprovação de todas as medidas contra os trabalhadores e o povo (como o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, a aprovação das “reformas” trabalhista e da Previdência etc.); são responsáveis – junto com Bolsonaro – pelo genocídio e pelo maior retrocesso das condições de vida do povo brasileiro e, por isso, mesmo querem discutir “perfumarias”, fazer demagogia prometendo aquilo que nunca fizeram e que não pretendem fazer.

Fazem tudo isso em meio à eleição mais fraudulenta dos últimos anos, com quase um terço dos partidos alijados totalmente do horário eleitoral gratuito, outro terço detendo apenas segundos de tempo e com um punhado de máquinas partidárias da direita golpista, amplamente rejeitados pela população, controlando o tempo de TV, as pesquisas e a verdadeira campanha eleitoral feita pela imprensa, com campanha de menor duração de todos os tempos e muitas outras manobras que fazem processo eleitoral um jogo de cartas marcadas.

Sem denunciar essa fraude, sem mobilização e fora da realidade – muitas das vezes procurando imitar as promessas da direita -,  a campanha da esquerda acaba por facilitar a fraude organizada pela direita golpista.

Nós do PCO, chamamos a denunciar todas esta operação fraudulenta. Nada de mentir para a população trabalhadora, Dizer claramente que a solução dos graves problemas que o povo enfrenta, não virá das urnas e da campanha antidemocrática e fraudulenta em curso.

Que o caminho está na mobilização popular, com os métodos próprios da classe trabalhadora, contra o regime golpista, para colocá-lo abaixo e conquistar na marra as reivindicações dos trabalhadores.

Fora Bolsonaro e todos os golpistas. Unir a esquerda, com Lula candidato e Lula presidente.

Nada de semear ilusões nas eleições. A emancipação dos trabalhadores não virá das urnas, será obra dos próprios trabalhadores, da sua organização independente da burguesia, principalmente, em um partido operário, revolucionário, de massas, e da sua luta.

 

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