Novos atos nos EUA
Em nova manifestação, NFAC sai armada contra fascistas nos EUA.
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Dezenas de pessoas com fuzis nas mãos mostram o caminho da radicalização. | Timothy D. Easley/AP

O último final de semana marcou mais uma leva de manifestações nos Estados Unidos. Com essa radicalização política, o movimento negro NFAC (Not Fuck Around Coalition) saiu novamente armado, agora em Louisville, no Estado de Kentucky, nesse sábado (25/7).

O grupo, organizado em dezenas de pessoas com uniformes paramilitares, fuzis e espingardas semiautomáticas, marchou até onde estava um grupo de manifestantes fascistas em um ato de protesto pela morte da técnica de medicina negra, Breonna Taylor, de 26 anos, morta em março ao ter seu apartamento invadido pela polícia.

https://www.youtube.com/watch?v=sd4GnpqsAYI

A milícia negra, como chama a imprensa burguesa, já protagonizou manifestação semelhante em 4 de julho, na qual, pela primeira vez, saiu às ruas armada no Stone Mountain Park, perto de Atlanta, no Estado da Geórgia. O grupo ficou conhecido mundialmente como uma espécie de “novos panteras negras”, devido ao seu caráter radical e ao fato de ser um grupo negro armado.

Essas manifestações demonstram que a crise nos Estados Unidos está longe de acabar. O assassinato de George Floyd ocorreu em maio, dois meses atrás, fazendo explodir no país históricas manifestações. Contudo, mesmo com o tempo, os protestos voltam a aparecer em quase todos os Estados da federação.

Por mais que levem a pauta negra como principal, e isso interessa a burguesia, os protestos têm forte tendência a se tornar uma mobilização oficialmente contra o fascismo e pelo Fora Trump. A radicalização política e o crescimento desses grupos de esquerda deixam claro a enorme crise por que atravessa o país.

No entanto, para esse movimento conquistar suas revindicações, e não só isso, sobreviver, é necessário que supere a luta de tipo parcial e atinja de vez outros setores da sociedade, aliando-se à classe operária em uma luta real contra o imperialismo.

Para isso, é necessário a construção de um verdadeiro partido operário e revolucionário, capaz de ser a vanguarda consciente desse movimento, organizando a mobilização voltada ao poder político.

O partido Democrata, no qual se agrupa grande parte da esquerda institucional, não tem capacidade de refletir profundos interesses dos trabalhadores; pelo contrário, trabalha sistematicamente para o enfraquecimento desses atos, e para a manutenção dos mesmos com pautas meramente raciais.

A intensa e continua mobilização nos EUA impõe novamente a necessidade de uma verdadeira organização de esquerda no país.

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