Extrema pobreza aumenta.
Em matéria publicada no último dia 02/12, o jornal Estadão traz o estudo realizado pelo  pesquisador Daniel Duque, que demonstra o impacto do fim do auxílio emergencial
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Cidadãos em situação de pobreza extrema, em Ipubi-PE | Foto: Arnaldo Carvalho
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Cidadãos em situação de pobreza extrema, em Ipubi-PE | Foto: Arnaldo Carvalho

Em matéria publicada no último dia 02/12, o jornal Estadão traz o estudo realizado pelo  pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), o economista Daniel Duque, que demonstra o impacto do fim do auxílio emergencial para população.

Segundo Duque, a quantidade de pessoas vivendo em situação de pobreza cresceu em mais de 8,6 milhões de agosto para setembro, já a população em situação de miséria cresceu seu total em mais de quatro milhões. Durante esse período o valor do do auxílio foi reduzido de R$600,00 para R$300,00 e muitos cidadãos foram excluídos do público que recebe o auxílio.

Os trabalho do economista é baseado nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) de outubro, divulgada na terça pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo esses dados, o economista estima que o pior está por vir e janeiro de 2021, data prevista para o fim do benefício, será muito difícil para economia brasileira.

Outro impacto negativo será causado, em janeiro também, pelo fim do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, que deve aumentar ainda mais o nível histórico de desemprego e causar elevação da pobreza na população.

A incompetência do governo Bolsonaro deve impactar pesadamente também o empresariado. Sem o auxílio emergencial, cerca de 100 bilhões de reais em recursos de massa salarial. Ou seja, em um mês 10% dos recursos disponíveis para consumo vão evaporar da economia e não existe perspectiva de recuperação da atividade econômica e nível de emprego.

Enquanto o Ministério da Economia repete “reformas, reformas, reformas” e não apresenta nenhum plano prático de enfrentamento dos efeitos da pandemia na economia, o povo morre de doenças e fome.  A Pnad de outubro mostra que os 10% de brasileiros mais pobres possuíam renda domiciliar per capita de meros R$31,69 por mês no período da pesquisa, excluído o valor do auxílio emergencial.

Mais de 21 milhões de brasileiros possuíam apenas R$1,05 por dia para sobreviver considerando o restante de renda disponível. Com a ajuda do auxílio, esse valor chegou a R$219,96 mensais,ou seja R$7,33 por dia. Um valor irrisório dada a inflação e o custo de vida crescente.

Duque conclui seu estudo dizendo que, ainda que haja expectativa de melhora do nível de emprego com a retomada da economia, isso não deve alterar a situação dos cidadãos em situação de pobreza extrema.

Esse fatos e números, tão sérios que precisam ser admitidos e expostos pela imprensa burguesa, só demonstram o caráter genocida do governo fascista de Jair Messias Bolsonaro. Apoiado por todo grupo que patrocinou o golpe e crise econômica/social profunda que o Brasil vive, esse governo tem como único objetivo engordar os lucros da burguesia financeira, latifundiários e especuladores estrangeiros.

A única chance de sobrevivência é a luta, não ao fim do auxílio emergencial, não a essa reabertura irresponsável sem vacina, que morram os lucros especuladores e abutres da burguesia. Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

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