Com extinção de mais de 700 conselhos, Bolsonaro retirou a mínima representação popular no Estado

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Nessa semana, o governo Bolsonaro decretou a extinção de mais de 700 conselhos sociais. Entre os conselhos extintos está o Conade (Conselho Nacional da Pessoa com Deficiência), o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e o Conselho Nacional de Combate à Discriminação de LGBTs. Os conselhos atingidos faziam parte da Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), criados em 2014 na gestão da ex-presidenta Dilma Rousseff.

Os conselhos sociais, embora muito limitados, têm como função intermediar a comunicação entre as instituições públicas e a sociedade civil – isto é, sindicatos, movimentos sociais e organizações sociais em geral. Com a extinção dos conselhos, Bolsonaro tenta dificultar ainda mais a influência dessas organizações no regime político.

O ministro-chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, deixou claro que a extinção dos conselhos é uma perseguição por motivações ideológicas: “estes conselhos vinham de uma visão completamente distorcida do que é representação e participação da população. Tinham como gênese a visão ideológica dos governos anteriores de fragilizar a representação da própria sociedade”, disse

Para o governo Bolsonaro, a população não deve ter o direito de se organizar, de reivindicar, de se expressar – em resumo, o ideal para os bolsonaristas é que a direita possa passar por cima dos interesses da população livremente. Por isso, é necessário mobilizar imediatamente pela derrubada do governo ilegítimo e golpista de Bolsonaro e de Mourão. Fora Bolsonaro e todos os golpistas!