Não é só Bolsonaro
Os trabalhadores e suas organizações de luta precisam desarmar a armadilha da frente ampla com a direita golpista
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Bolsodoria
A direita quer convencer o povo a trocar "seis por meia dúzia" | Foto: Reprodução

O Brasil passou nesta sexta-feira (22), da marca oficial (e, portanto, falsificada e abaixo da realidade) de 215 mil mortos na pandemia, com médias de mais de mil mortos e 55 mil infectados por dia.

Isso meio a uma fraudulenta campanha de vacinação (sem vacina!), que atingiu pouco mais de 110 mil pessoas em uma semana (0,05% da população!).

Esta situação impulsiona o agravamento da crise econômica, fazendo com setores da burguesia golpista flertem novamente com o impeachment de Bolsonaro, como parte da continuação lógica da campanha aberta que vêm fazendo em favor do genocida “científico” João Doria, que levou o número oficial de mortos em S. Paulo a mais de 50 mil. 

Assim, junto com o teatro da fracassada vacinação, iniciada com uma amostra da vacina cara e de menor eficácia do mundo, usada para promover o possível “Joe Biden” brasileiro, temos também a encenação do impeachment, com setores direitistas convocando “panelaços” como forma de evitar uma mobilização real, ao mesmo tempo em que pressionam Bolsonaro – que eles desejam manter, por hora – em função dos seus próprios interesses. 

Por todos os lados, setores da esquerda expressam sua enorme confusão política e aprofundam sua capitulação diante da direita atuando em uma frente ampla com os golpistas que derrubaram Dilma Rousseff, prenderam Lula e fizeram o País retroceder como nunca. É a frente com os “donos do golpe” e com os “pais” de Bolsonaro, co-responsáveis junto com o presidente negacionista por mais de 300 mil mortes, pelo desemprego e desocupação da maioria da população economicamente ativa, pela fome que já atinge, em maior ou menor grau, mais de 100 milhões de pessoas em todo o País.

A pretexto da “unidade para combater o fascismo”, essa esquerda se junta aos maiores fascistas e inimigos do povo que aprovaram o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, aprovaram as reformas trabalhista (que jogou na lata do lixo a CLT) e da Previdência (que acabou com as aposentadorias de milhões) etc.

Os trabalhadores e suas organizações de luta precisam desarmar a armadilha da frente ampla com a direita golpista.

É preciso abrir uma perspectiva própria dos explorados diante da situação, organizando a mobilização em defesa das reivindicações populares.

  • Contra a fome: auxílio emergencial já!, para todos os desempregados, no valor de – pelo menos – um salário mínimo; expropriação do latifúndio e do agronegócio; reforma agrária com expropriação do latifúndio para garantir terra para quem nela more e trabalhe e a produção de alimentos para toda a população brasileira.
  • Contra o desemprego: redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais – 7h por dia, 5 dias por semana – proibição das demissões; estatização sob o controle dos trabalhadores das indústrias fechadas (como a Ford); pagamento de seguro-desemprego igual ao dos salários da ativa; Redução da jornada de trabalho, sem redução dos salários, formação de turnos com pessoal reduzido
  • Contra a pandemia: testagem em massa de toda a população; distribuição de equipamentos de proteção e desinfecção; aumento imediato das verbas para a Saúde; contratação imediata de todo o pessoal da saúde necessário para enfrentar a crise; reposição imediata das perdas salariais dos trabalhadores da Saúde (valorização no holerite e não em inúteis discursos); aumento do número de leitos nos hospitais públicos; expropriação de hotéis e outros prédios ociosos para instalação imediatas de hospitais; formação de conselhos populares de fiscalização do serviço de saúde; estatização de todo o sistema de saúde; quebra das patentes das vacinas e sua fabricação no Brasil (fim do lucro gigantesco dos laboratórios); estatização dos laboratórios; estatização da produção de equipamento de saúde; proibição da reabertura das escolas enquanto durar a pandemia e a população não estiver vacinada.

Para garantir essas e outras medidas emergenciais é preciso derrotar a política criminosa da burguesia golpista de impor um teto de gastos estatais com a população, ao mesmo tempo em que despejam rios de dinheiro nos cofres dos bancos e grandes monopólios.

Essas medidas não podem ser estabelecidas em comum acordo com nenhuma das alas da direita, mas por meio do enfrentamento com elas.

É preciso um programa e uma mobilização real para por colocar abaixo todo o regime golpista que sustenta, unificadamente, a politica de genocídio e ataques aos trabalhadores.

A defesa da restituição plena dos direitos políticos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a anulação de todos os processos da criminosa operação Lava Jato, a luta por eleições gerais, para colocar para fora Bolsonaro, Doria e todos os golpistas e por Lula presidente são as palavras de ordem centrais para mobilizar uma alternativa própria dos trabalhadores diante da crise atual.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas
Send this to a friend