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Da redação – No último domingo (10), um funcionário de um posto de combustível na região rural de Campo Grande (MS) recebeu golpes na cabeça, nas costas e no braço esquerdo, desferidos por um patrão devido ao atraso de 30 minutos.

Segundo o UOL, citando a equipe do Corpo de Bombeiros que atendeu o trabalhador no local, um dos golpes deixou um ferimento de 10 cm de profundidade na cabeça.

Para demonstrar a covardia do ataque, o patrão, “muito irritado” – segundo o depoimento da vítima – fugiu em um caminhão para Goiânia. O funcionário foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento.

Esse caso escancara a exploração que os trabalhadores sofrem, sofrendo pressões gigantescas para não se atrasarem minimamente no trabalho, uma vez que, para os patrões, “tempo é dinheiro”, e eles precisam lucrar com o trabalho alheio.

Mas evidencia também que, a partir do golpe de Estado, e da eleição fraudulenta de Jair Bolsonaro, os patrões se veem a vontade para superexplorar os trabalhadores e, mais ainda, maltratar fisicamente seus empregados. Esses patrões estão totalmente alinhados com o governo de extrema-direita, pois claramente são fascistas.

Os trabalhadores devem se organizar em seus locais de trabalho, construir comitês de luta contra o golpe e também comitês de autodefesa, para combater a exploração dos patrões, solidarizando-se com os companheiros em atos classistas, agora inclusive reagindo na base da força contra esse tipo de agressão fascista dos carrascos que sugam o produto de seu trabalho para embolsarem lucros e deixar os trabalhadores na miséria.

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