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Com Bolsonaro, dívida pública chega a R$ 4 trilhões
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Na quinta-feira (25), o Tesouro Nacional divulgou a Dívida Pública Federal (DPF), indicador responsável por medir a solvência da economia brasileira. De acordo com os números, a DPF fechou o mês de junho em R$ 3,978 trilhões, com alta de 2,6% no primeiro trimestre.

Por intermédio da dívida pública, o governo toma emprestado recursos dos investidores com o intuito de pagar compromissos e, em troca, assume o compromisso de devolver o dinheiro com correção que pode seguir a variação do câmbio, da taxa Selic ou da inflação, ou pode ser pré-definida no caso dos títulos prefixados.

Com a política econômica do governo Bolsonaro e de seu ministro da Economia Paulo Guedes, a Dívida Pública Federal (DPF) subiu 2,24%, no mês de junho. Somente no mês passado, o Tesouro Nacional emitiu R$67,482 bilhões a mais do que resgatou. Contudo, no primeiro semestre, o Tesouro Nacional resgatou R$60,223 bilhões a mais do que emitiu.

Embora o mês de junho evidencie uma alta, a Dívida Pública Federal (DPF) não alcançou ainda o limite inferior previsto pelo Tesouro Nacional. A tendência é que o estoque da DPF encerre o ano entre R$4,1 trilhões e R$4,3 trilhões, de acordo com o Plano Anual de Financiamento divulgado no início do ano.

 

A dívida pública nos governos anteriores

De acordo com Gustavo Castañon, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, Fernando Henrique Cardoso, apesar do discurso da imprensa da época que afirmava que ele estava modernizando a economia, assumiu o governo brasileiro com uma dívida pública de 34% do PIB. Utilizou o discurso da privatização para doar metade do patrimônio público. Também realizou os seguintes feitos: duplicou a dívida externa, quebrou o País três vezes e precisou recorrer ao FMI e entregou o País para o governo Lula sem nenhuma reserva e com uma dívida de 76% do PIB.

Apesar desta dívida pública de 76%, o PT recapitalizou a Petrobrás e a transformou na maior petrolífera do mundo. Ao contrário do governo anterior, não fez nenhuma privatização e pagou a dívida externa. No último ano do primeiro mandato de Dilma, a dívida pública era de 63% do PIB. Ao final do mandato, interrompida por um golpe, a dívida estava em 73%. Contudo, vale lembrar que, em 2015, ano em que Cunha e Aécio travaram o País com os passos para o golpe de 2016, Dilma não governou, enfrentou um congresso golpista que criou despesas e proibiu aumentar receitas, o que destruiu as expectativas da economia e afundou 2,5% do PIB.

Em 2017, depois de um ano do golpista Temer, a dívida já bateu os 76% do governo FHC e, só neste período, atingiu, no mínimo, 81%.

Esta explosão da dívida pública, conseguida pela dupla Guedes e Bolsonaro, faz parte do cenário dos últimos anos de austeridade, juros maiores, pautas reacionárias do Congresso, que tem por objetivo tirar direitos dos trabalhadores e a quebra da indústria nacional causada pela Lava Jato.