Carestia
Comer está, pouco a pouco, virando luxo no governo de Jair Bolsonaro

Por: Redação do Diário Causa Operária

Durante a pandemia, a alta de preços dos alimentos foi três vezes maior que o índice que mede a inflação oficial pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), divulgada como sendo de 5%, nos últimos doze meses até fevereiro de 2021.

De janeiro de 2019 a janeiro de 2021, a cesta básica teve aumento de 33%. Em São Paulo, o valor dessa cesta passou a ser de cerca de  R$ 640,00, enquanto que o salário mínimo foi reajustado para R$ 1.100,00 e abaixo da inflação. 

Com isso, o brasileiro gasta em média 58% da renda com a alimentação, mais da metade. Conforme dados do jornal golpista Folha de S. Paulo. O aumento do valor da cesta básica foi maior que 20% em 12 capitais.

A partir do pagamento do auxílio emergencial de R$ 600,00 em abril de 2020, o valor da cesta básica segundo o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos) era de R$ 556,25 e teve alta de 7,28% em relação a março daquele ano. O valor do salário mínimo era de R$ 1.045,00. Os gastos com a alimentação representavam 53%.

Se o valor do auxílio emergencial ficar mesmo em R$ 250,00, os que conseguirem ter acesso a ele poderão comprar apenas 39% da cesta básica. Terão que reduzir a quantidade de arroz, feijão, legumes, carne, etc. Estarão prejudicadas as três refeições diárias, com menos da metade dos alimentos necessários.

Como é possível verificar, o percentual de gasto com a alimentação básica vem crescendo, e assim falta renda para os demais gastos como água, luz, roupas, divertimentos e internet.

O quilo de arroz no início de 2019 era de R$ 11,84 e agora chegamos a R$ 24,00, conforme pesquisa do DIEESE/PROCON. O aumento foi maior que o dobro.

O fim do auxílio emergencial, fez com que o consumo caísse, isso foi verificado com os queijos e margarina, ocasionando redução do preço da cesta básica nas principais capitais agora em fevereiro.

E quem não se lembra da enorme alta da carne, do leite, do feijão e dos legumes e frutas recentemente? O poder de compra do brasileiro encolheu, a inflação ficou em 5%, os alimentos aumentaram 15% e a cesta básica em São Paulo acumulou 24% de alta.

Os gastos com alimentação em 2019 eram de 35%, 2020 aumentou para 53%, em 2021 passou para 58%. Considerando o valor do salário mínimo e o preço médio da cesta básica (DIEESE) em cada ano.

Com a corrosão do poder de compra do povo brasileiro, cada vez se compra menos quantidades e menos variedades. Temos que fazer uma enorme ginástica escolhendo preços mais em conta e trazendo menos alimentos para casa.

Tal a política, melhor dizendo, a falta de política do governo fascista. Tanto a crise econômica como a pandemia, que piora tudo, não existe nenhum tipo de atuação por parte dos governos municipais, estaduais e federal. Se limitaram a pedir e agora também a coagir o povo para que fique em casa.

Não oferecem nenhum tipo de alternativa para que o povo possa ficar em casa. Sem renda não se vive. O auxílio emergencial está sendo protelado há tempos e ainda será insignificante para a grande maioria que conseguir obter.

Os 250 reais, se vier, será para poucos, a grande maioria ficará sem nada. Só a mobilização do povo poderá fazer com que os governos abram os cofres para atender à população, deixando de atender tanto os grandes empresários quanto os banqueiros.

A saída é nas ruas, com um programa de reivindicações e lutas, até a conquista de todas as necessidades desse povo, que sempre é chamado a pagar as contas, enquanto os mais ricos aumentam seus lucros à custa da fome e miséria do povo.

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