Meio Ambiente
No mês de outubro deste ano, o desmatamento da Amazônia registrou alta de 50% em relação ao ano passado. Bolsonaro estimula as queimadas para atender aos latifundiários.
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Bolsonaro estimula as queimadas para atender aos interesses do agronegócio. | Christian Braga / Greenpeace.

No mês de outubro deste ano, o desmatamento da Amazônia registrou alta de 50% em relação ao ano passado. Os índices de desmatamento estavam por quatro meses em queda contínua. Os dados oficiais foram divulgados na sexta-feira (13).

Os satélites de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) detectaram em outubro 836 km² de florestas desmatadas. A floresta Amazônica acumula 7.899 km² devastados nos primeiros dez meses deste ano. O índice de desmatamento deste ano é o maior registrado do que em todos os anos anteriores à chegada de Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido) à presidência da República.

Até outubro, foram detectados 93.356 focos de calor contra 89.176 em todo o ano de 2019. Para outubro passado, dados do INPE indicam o dobro de incêndios na floresta tropical em comparação com o mesmo mês de 2019.

O presidente Jair Bolsonaro implementa uma política que permite o avanço do agronegócio exportador sobre as terras do país. Desde que assumiu o governo federal, os órgãos de proteção ambiental passam por desmonte e a legislação de proteção ao meio ambiente foi bastante flexibilizada. Os grileiros e pistoleiros têm carta branca para violar terras indígenas e quilombolas e atear fogo em reservas, parques e bosques nacionais. Em 2019, tomou grande dimensão o “dia do fogo”, quando Bolsonaro estimulou queimadas generalizadas no país.

Um dos pilares de sustentação política do governo é a bancada ruralista, expressão política dos latifundiários no Congresso Nacional. As queimadas têm relação com a prática da grilagem, pela qual os latifundiários forjam documentos sobre a propriedade de terras públicas. Apesar de ser um crime, os grileiros contam com o apoio do presidente e proteção do sistema judiciário e das forças policiais.

O vice-presidente General Hamilton Mourão (PRTB), presidente do Conselho da Amazônia, sobrevoou com diplomatas estrangeiros o território amazônico na semana passada, com o intuito de melhorar a imagem do governo brasileiro no exterior, muito arranhada pelas denúncias sobre o avanço sistemático da destruição ambiental. Porém, ONGs apontaram que o percurso não passou pelas áreas mais afetadas pelo desmatamento.

O porta-voz da ONG Greenpeace disse que o avanço da destruição ambiental é reflexo da falta de política ambiental no país. O que é um equívoco, na medida em que a política ambiental de Bolsonaro consiste em estimular o desmatamento para atender aos interesses do agronegócio, sempre ávido por se apropriar de novas terras.

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