Juventude
Contabilizando quase duzentas pessoas contaminadas durante a pandemia do covid-19 na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar)
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Alunos em formação. | Foto: Reprodução do sítio www2.fab.mil.br/epcar

Contabilizando quase duzentas pessoas contaminadas durante a pandemia do covid-19 na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), A Epcar é uma instituição de ensino da Força Aérea Brasileira (FAB), que fica localizada no município de Barbacena, mesorregião do Campo de Vertentes no estado de minas Gerais. Segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica no sábado dia 23 de maio, haveria um total de 195 casos confirmados de covid-19 na Epcar, destes 90 infectados são alunos, ou seja um percentual de 18% dos 507 cadetes já foram infectados.

Desde 19 março, as visitas dos parentes estão suspensas, os familiares são apenas notificados sobre os casos que são confirmados. O primeiro caso de aluno infectado por covid-19 na Epcar foi constatado em 14 de maio, entretanto até o presente momento a instituição segue com aulas presenciais dos professores militares, apenas os professores civis entraram no regime de trabalho remoto, ministrando seus conteúdos por videoaulas.

No dia 15 de abril foi formalizada uma denúncia anônima ao Conselho Tutelar de Barbacena, sobre como a instituição Epcar estava omissa diante da pandemia, mantendo os seus mais de 500 discentes menores de idades aquartelados sem distanciamento social. Foi relatado que mesmo com o avanço da pandemia de covid-19, após três semanas de férias, a Epcar retornou sua aulas presenciais normalmente em 6 de abril, mantendo até atividades com alto risco de contaminação como gincanas.

O Conselho Tutelar de Barbacena após tomar ciência, apresentou uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF), que por sua vez ordenou uma inspeção sanitária a Epcar no dia 12 de maio. Na verificação observou-se que a Epcar não oferecia espaço adequado aos alunos, não mantendo distanciamento entre os mesmos e que ela não disponibilizava álcool em gel aos estudantes.

Após confirmação que Epcar não promovia o distanciamento social e não tinham as condições sanitárias adequadas para funcionamento durante a pandemia, o MPF recomendou a imediata suspensão das atividades presenciais da Epcar. O MPF ainda manifestou-se contrário ao aquartelamento, recomendando a liberação dos discentes com saída imediata para todos, sem aplicação de penalidades aos mesmos.

O cenário demonstra claramente que a administração militar da Epcar está utilizando os jovens socialmente mais vulneráveis como instrumento no cenário político, acarretando no processo grande riscos à integridade física dos mesmos. O episódio demonstra que militares não se acanham em utilizar os jovens como “bucha de canhão” para propagandear a política bolsonarista.

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