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Vai ao ar todos os dias o programa Colonistas da COTV, ao vivo às 12h pela Causa Operária TV , não deixe de acompanhar nossa programação. Ontem foi ao ar a coluna do companheiro Antônio Carlos, que tratou do tema “Só a mobilização pode impedir a prisão: dia 26 todos às ruas”:

“Olá, bem vindos a mais um programa Colunistas ao vivo, do seu canal Causa Operária TV. Nessa semana queremos tratar de um fato da maior importância que, com certeza vai marcar esse de 2018 e vai abrir uma perspectiva para os próximos acontecimentos: trata-se do julgamento no dia 26 dos embargos apresentados pela defesa do ex-presidente Lula e que, provavelmente referendará o julgamento fraudulento por esse mesmo tribunal o TRF-4 de Porto Alegre e, pelo juiz fascista Sérgio Moro.

Julgamento esse que, em Porto alegre definiu pela ampliação da pena do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva para 12 anos e um mês de prisão, o julgamento  pode inclusive abrir caminho para a imediata decretação para a prisão de Lula no próprio dia 26 ou nos dias que se seguem. Trata-se de mais um passo no sentido da política golpista , de levar a cadeia, de impedir, de caçar os direitos políticos da maior liderança política do país e que, lidera com ampla margem de folga as pesquisas de intenção do voto para as eleições de 2018. Como temos assinalado, não se trata apenas de tirar Lula das eleições, de procurar inviabilizar, criar barreiras à sua candidatura presidencial. Trata-se de desferir um duro golpe a todo o movimento operário, a toda esquerda, para fazer avançar o golpe que foi dado em 2016 com a derrubada da presidenta Dilma Rousseff, que através do impeachment fraudulento na Câmera dos Deputados e do Senado Federal querem impedir e caçar os direitos políticos de Lula, e derrotar a maior liderança e colocar na cadeia  a maior liderança popular do país para avançar com o golpe, para aprovar um conjunto de medidas contra a população brasileira, contra a classe trabalhadora e a economia nacional.

Como por exemplo, a reforma da previdência que o governo Temer não conseguiu aprovar até agora e que, tem como objetivo acabar com as aposentadorias, a privatização em larga escala e colocar em prática medidas que eles já aprovaram que vem causando efeitos totalmente nocivos à classe trabalhadora , como a reforma trabalhista, mas que ainda precisam ser mais aprofundados para satisfazer os vorazes apetites dos patrocinadores do golpe: os capitalistas internacionais e do grande capital brasileiro.

Nesse sentido, o dia 26 e todos esses episódios e todos esse acontecimentos, tem uma enorme importância para a classe trabalhadora. Diante dessa fato, há uma política claramente  de uma divisão no interior da esquerda. Por um lado, um setor procurar se resignar e aceitar essa situação dizendo que, não há, que é preciso, que não só não há como lutar contra essa situação, ou até os abutres, como já até apontamos que, tentam tirar proveito dessa situação. Como acontece lançando candidaturas supostamente alternativas a do ex-presidente Lula e que, procurar tirar proveito dessa situação com uma política profundamente reacionária, como é o caso do PDT de Ciro Gomes, do Psol com a candidatura importada de barriga de aluguel de Guilherme Boulos e do PCdoB com a candidatura de Manuela D’Avila.

Todas essas candidaturas e esses posicionamentos, significam o abandono da luta contra a prisão de Lula. Apesar de que esses candidatos em algum momento se manisfestem contrariamente a essa prisão, mas não movem uma palha, não fazem nada para impedir que ela ocorra. Dentro do próprio PT, existe um movimento de sabotagem contra a prisão de Lula como viemos denunciando no posicionamento de setores da direita do PT, como é o caso governador da Bahia, Rui Costa, que chamou a virar a pagina do impeachment, a esquecer que o impeachment e o golpe aconteceram. Tudo isso, para justificar uma aliança sua  do PT da Bahia, com partidos da direita, com partidos golpistas. E até para defender que o próprio PT  desista de candidatura de Lula, e desista também, portanto, de lutar contra a prisão do ex-presidente.

Trata-se de uma atitude de sabotagem, de recuo, e de capitulação diante do golpe, cujo único resultado só ser, servir de apoio a política de avança do golpe, que tem como uma de suas variantes o golpe militar. Como nós vimos no caso do Rio de Janeiro com a intervenção militar que levou na última semana  o brutal assassinato, a execução da vereadora do Psol, Marielle. Essa política não serve de modo alguma para a classe trabalhadora, entre aqueles  setores que se colocam obviamente contra a prisão de Lula, procuram se movimentar no sentido oposto àqueles que procuram  depositar todas as suas fichas, para fazerem que as pessoas depositem todas a sua ilusão e expectativas simplesmente nas medidas judiciais, acreditando que o STF, e que a ação dos advogados de defesa do ex-presidente possam encontrar uma saída. Possa haver uma solução para essa situação, trata-se embora de maneira diferente daqueles que defendem a prisão ou tiram proveito dessa situação de uma medida que não serve para mobilizar, para enfrentar essa situação. Se é valido se é devido tomar todas as  medidas judiciais, todas as medidas devidas e possíveis para defender o ex-presidente, essa arma não é suficiente para derrotar os golpistas.

Já ficou claro que a justiça brasileira está completamente comprometida com o golpe, é um dos seus pilares a justiça é golpista está claramente no bolso do imperialismo e do grande capital golpista que agem contra a nação brasileira e que agem  contra a classe trabalhadora e toda a economia nacional. Nesse sentindo, mesmo aqueles que afirmam que seja possível julgar um habeas corpus do ex-presidente Lula, como é o caso do ministro Gilmar Mendes, apontam claramente que mesmo nesse caso, eles se posicionariam a favor da inviabilidade da cassação  da candidatura do ex-presidente no TSE, não há que ter nenhuma ilusão nessa via da justiça no caminho da confiança do judiciário golpista. A única arma capaz de defender e de mobilizar e de impedir a prisão do ex-presidente Lula, de impedir uma derrota do movimento operário, é a ampla mobilização popular, a ampla mobilização dos trabalhadores e juventude e da suas organizações de luta. O PT e demais entidades do movimento popular, a Frente Brasil Popular, a CUT, estão realizando reuniões e chamando a realizar uma grande mobilização no dia 26. É necessário sair as ruas com grande intensidade desde realizar uma grande mobilização colando cartazes, distribuindo panfletos, chamando a população , realizando reuniões nos bairros nos locais de trabalho chamando os trabalhadores chamando a população expolorada a reagirem a essa nova etapa do golpe, essa é unica arma capaz de deter a ofensiva golpista, é a única arma capaz de deter a prisão do ex-presidente Lula e derrotar essa nova etapa do golpe.

É preciso mobilizar, sair as ruas, realizar gigantes mobilizações no próximo dia 26. É necessário seguir e multiplicar os episódios que nós vimos nos últimos dias, as mobilizações rejeitaram os ataques, o assassinato, a execução da vereadora do PSOL do Rio de Janeiro, a mobilização dos professores em São Paulo contra as agressões covarde do governo Doria. É necessário ampliar essa mobilização para todos os rincões do país, não vacilar, não titubear, não aceitar de maneira nenhuma a postura de expectativa, de esperara pelo julgamento do judiciário, mas organizar a mobilização e sair as ruas e como parte dessa luta, fortalecer os comitês de luta contra o golpe e pela anulação do impeachment e em defesa de democracia, que foram criados em centenas de milhares pelo país, esse é o caminho a única arma para deter o golpe é a mobilização. O assassinato da vereadora do Rio de Janeiro mostrou que a ofensiva golpista não tem limites que vai até a aniquilação e o fuzilamento de seus opositores, por isso a resposta da classe trabalhadora, da juventude, dos exploradores tem que ser contundente. Dia 26 vamos todos as ruas, lutar contra a prisão de Lula, lutar pela derrota do golpe, estamos juntos, vamos mobilizar , porque esta é a saída para apontar a perspectiva da vitória dos trabalhadores contra os golpistas, contra aqueles que querem intensificar a ditadura que está vigorando no nosso país.”

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